Homenagens aos policiais

Este espaço serve para homenagear os policiais civis que doaram anos de suas vidas para a instituição e comunidade paranaense.


Todos os policiais aqui entrevistados tem o nosso reconhecimento e as nossas mais sinceras homenagens, são homens e mulheres dignos e honrados que com o seu trabalho contribuíram de modo determinante na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.


A todos vocês MUITO OBRIGADO, e a certeza de que foi dado o melhor de cada um.


O grande segredo motivacional nesse processo de construção da cidadania, é a conscientização de que o primeiro beneficiado nesse ciclo virtuoso, é sempre o policial civil que pratica a boa conduta e se compromete com o seu trabalho.


17/04/2015

Homenagem ao Investigador Francisco Becker

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O Investigador da Polícia Civil do Paraná, Francisco de Assis Martins Becker, foi homenageado na noite desta quinta-feira (16), no Centro de Eventos do Município de Salto do Lontra.

Ele se aposentou recentemente após atuar por nove anos na Polícia Militar e vinte e um anos na Polícia Civil.

Nestes 30 anos trabalhou nas cidades de Pato Branco, Chopinzinho, Ampere, Verê, Dois Vizinhos, Santa Izabel D’Oeste e na maior parte em Salto do Lontra.

O Delegado chefe da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, Valderes Luiz Scalco enalteceu os trabalhos prestados pelo Investigador Becker. “Tive a honra de trabalhar com ele quando chefiei a Delegacia de Salto do Lontra em 2011. É uma excelente pessoa, um profissional de gabarito, que não só merece como de fato têm todo o nosso respeito e admiração, afinal, prestou relevantes serviços ao Estado do Paraná e a sua comunidade”.

Já o Delegado de Salto do Lontra, Sandro Spadotto Barros disse que depois de tantos anos de trabalho, o investigador Becker merecia esta homenagem. “Quase toda a vida de policial do investigador Becker foi neste município e por isso é merecida esta homenagem” comentou.

O Prefeito Maurício Baú comentou que é “um momento para comemorar, mas principalmente para parabenizar todo o trabalho prestado pelo investigador Becker, tenho certeza que ele cumpriu muito bem com sua função e que continuará contribuindo com o nosso município”.

A Câmara Municipal também esteve representada nesta solenidade pelo presidente, vereador Ladair Casanova Cavilha (Sócrates), Joares Cavanhol, Sandra Ribeiro e João Carlos Dalberto (Carlão Verdureiro).

O Investigador Becker agradeceu a homenagem, comentou que foi um dos dias mais marcantes de sua vida, "agradeço a todos que organizaram e participaram desta homenagem, obrigado também a população que sempre esteve presente no nosso dia a dia e que me acolheu por 24 anos durante o meu trabalho nessa cidade”,finalizou.

Também participaram do evento o Pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, Padre Paulo Vanderlei Brich, familiares e amigos do homenageado, Policiais Civis, Militares, Advogados, demais autoridades e lideranças da comunidade também participaram do evento.




09/12/2014

Homenagem ao Delegado Clóvis Galvão Gomes pelo recebimento de Título de Cidadão Honorário

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A solenidade aconteceu nesta sexta-feira (05), na Câmara Municipal de Apucarana e foi prestigiada por diversos funcionários da 17ª SDP, Instituto de identificação, IML, bem como por autoridades e diversos órgãos de imprensa.

A concessão do diploma, aprovada por unanimidade no legislativo no ano de 2012 e foi proposta pelo vereador Alcides Ramos Júnior. “Essa homenagem se faz mais que necessária a esse homem que contribuiu de maneira significativa para a segurança de nosso município”, disse.

Com a presença de parentes e amigos do homenageado, o plenário Valmor Giavarina ficou lotado durante a sessão.

Para o presidente da Câmara Municipal de Apucarana, José Airton Deco de Araújo, é uma honra realizar a entrega do título justo no ano em que o município completa 70 anos. “A entrega dessa homenagem faz parte do rol de comemorações do aniversário de nossa cidade, e é com muita satisfação que reconhecemos o grande trabalho que o doutor Clóvis desenvolveu em parceria com a nossa comunidade em favor da segurança de nosso município”, destacou Deco.


Clóvis Galvão Gomes trabalha atualmente em Curitiba, mas exerceu a função de Delegado Chefe da 17ª Subdivisão Policial entre os anos de 1982 a 1987 e fez muitos amigos em Apucarana.

Para o vereador Alcides Ramos, o delegado Clóvis é uma pessoa muito popular e querida por todos da cidade e uma excelente pessoa, fez grandes companheiros em nossa cidade e ainda mantém até hoje os seus laços de amizade.

Na ocasião, Dr° Clóvis disse ter ficado surpreso com a homenagem após 30 anos em que trabalhou no município. “Esse é um dos momentos mais felizes de minha vida. Quando vim trabalhar nessa cidade, passei a amá-la”.



23/10/2014

Homenagem ao Escrivão Aposentado Roberto Carlos de Castro

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Depoimento:
Roberto Carlos de CASTRO


Durante minha carreira profissional na área da segurança pública, 28 anos de policial, sendo oito anos na Polícia Militar (soldado, cabo e sargento), vinte anos de Polícia Civil (Escrivão de Polícia), sempre acreditei no meu trabalho, nos superiores hierárquicos e nos meus colegas. Sei que não é fácil ser policial, não é para qualquer um, trata na verdade de um sacerdócio, se não gostar tem que sair. 


Ser policial é para quem gosta e sente orgulho em dizer “sou um Policial Civil”.


Como policial militar bastou oito anos para conseguir a divisa de sargento. No ano de 1992, como sargento comandava o destacamento de Abatiá, uma pequena cidade ao lado de Jacarezinho. Lembro-me que com minha equipe realizamos grandes feitos, inclusive palestras nas escolas públicas sobre segurança no trânsito com a participação efetiva do Ministério Público, do Presidente da OAB e outras autoridades.

Em 1994, fui aprovado no concurso de escrivão de polícia. Ocasião, porém, que tive a visita do meu Comandante (Tenente-coronel comandante do 2º Batalhão de Jacarezinho), que insistiu para que eu não deixasse a Polícia Militar. Confesso que sentir honrado com a visita do Comandante pedindo para que eu permanecesse na instituição. Agradeci a gentileza, disse-lhe que iria para a Polícia Civil por ser um novo desafio na minha carreira.

Ainda no ano de 1994, como escrivão de polícia, fui trabalhar em Bandeirantes, naquela época, o efetivo era composto por um Delegado, um Investigador, um Escrivão (eu), uma funcionária auxiliar administrativo e um funcionário cedido pela Prefeitura.
Naquela época, já existiam as dificuldades (cadeia superlotada, todos os documentos datilografados, não tinha IML, falta de efetivo, viaturas sucateadas, escala de plantão não existia – não tinha com quem concorrer escala, ou seja, estava a disposição 24 horas por dia).
Interessante constar que nós não enxergávamos as dificuldades e muito menos obstáculos, mas oportunidades e oportunidades. É nesses momentos que somos colocados à prova. Hoje, posso afirmar que foi um laboratório de experiências e aprendizagens, e sinto orgulho em dizer “fazia parte de uma equipe de gigantes”.
Devido ao esforço de todos, conseguimos transformar a Delegacia Regional de Bandeirantes em referência no Estado do Paraná, pois em 1996, a unidade estava toda reformada e readequada para prestar um atendimento de excelência aos contribuintes, todas as salas com computador, telefone, ar-condicionado e móveis reformados. Houve aumento do efetivo, inauguração do Instituto Médico Legal com apoio da Prefeitura Municipal entre outras melhorias. Insta constar que a maior preocupação da chefia e da equipe era dar TRATAMENTO DE EXCELÊNCIA AOS CONTRIBUINTES. Isso na década de 90! Como foi possível?

Sim é possível, quando ver na dificuldade uma oportunidade de fazer a diferença. Não precisa fazer o impossível, faça o possível bem-feito e quando perceber fará o impossível. Basta, porém, acreditar em si mesmo, ser líder, acreditar na equipe e, acima de tudo, acreditar em Deus. Destarte, se não acreditar em si mesmo, nem o possível vai conseguir realizar e logo se torna em “cara de crise” (indivíduo irritado, mal-humorado, frustrado, baixa estima, aquele que fica reclamando de tudo, de todos e até de Deus; sintomas que levam ao fracasso e a depressão).

Durante o período que trabalhei em Bandeirantes, fui convidado para trabalhar em outras unidades, mas por comodidade e também por estudar permaneci em Bandeirantes. Até que no ano de 2011 fui convidado para trabalhar na 6ª SDP de Foz do Iguaçu, sentindo a necessidade de avançar na carreira, aceitei o convite.

Foi, sem sombra de dúvida, um novo desafio na minha carreira. Tive a oportunidade de conhecer pessoas e culturas diferentes. Conquistei grandes amigos e novamente fiz parte de uma equipe fantástica. Foram necessários apenas três anos ou um pouco menos para transformar a unidade policial daquela urbe em referência em atendimento de excelência, diminuição do índice de criminalidade, reformas e readequações no prédio além da construção de uma sala de gestão entre outas melhorias inclusive pessoal. O principal mote da chefia e equipe: ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA AOS CONTRIBUINTES.

No ano de 2013 fui convidado para trabalhar na DPI na Capital, novas oportunidade e novos desafios. Ocasião, porém, em que surgiu a ideia de criar uma equipe de capacitação continuada para policiais civis do interior, visando melhorar a qualidade de nossos produtos (BO, inquérito, tcip, etc) e como objetivo principal criar uma consciência da importância de externar um ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA AOS CONTRIBUINTES que procuram as unidades policiais de todo o Estado do Paraná.
Isso é possível?
Qual o objetivo de ministrar curso de capacitação aos profissionais da segurança pública?
Por que curso de capacitação?

A capacitação é um instrumento indispensável ao profissional de toda área do saber. Em país de modernidade tardia, o cidadão sente no dia a dia os reflexos da falta de profissionalismo em quase todos os seguimentos da sociedade.

Para exemplificar os reflexos negativos em países subdesenvolvidos, quando contratamos um profissional para realizar qualquer reparo ou uma pequena reforma em nossa casa, mesmo que explicamos por diversas vezes e chegamos até a implorar ao profissional que desejamos que a água escorra, por si só, ao ralo. Não adianta, no final vai ter que usar o “rodinho”. O construtor (engenheiro, pedreiro, mestre de obras, serventes etc.) não consegue realizar a contento a sua obrigação como profissional. No final, basta apenas apurar “a responsabilidade”, ou seja, de quem é a culpa? É óbvio que a culpa é da água teimosa que insiste em não deslizar por si só ao ralo. No final, estaremos convencidos que o melhor caminho é, sem sombra de dúvida, usar o “rodinho”!

Há poucos dias acompanhamos pela imprensa o desabar de um viaduto em Belo Horizonte – MG, em plena Copa do Mundo, matando pessoas (contribuintes, ou melhor, os patrões!) que transitavam pelo local. Um espetáculo exibido ao mundo da capacidade dos nossos profissionais do serviço público. O custo da obra ficou, segundo consta, mais de quatrocentos milhões de Reais e desabou! O que aconteceu? Faltou recurso? Faltou funcionário? De quem é a culpa? O Estado com maestria responde: “vamos apurar responsabilidades”. É óbvio que os culpados são as próprias vítimas, pois não custava nada esperar o viaduto cair e depois seguir viagem! Pra que pressa?

E no ramo da segurança pública, o policial que não se capacita pode pôr em risco a vida do contribuinte? É possível acertar, fazer a coisa certa, realizar um trabalho de excelência sem treinamento continuado, sem curso de capacitação?
Policiais com anos sem treinamento, quando ocorre uma tragédia, de quem é a culpa?
De quem é a culpa quando o policial atira pelas costas e não sabia que o uso de arma de fogo é permitido somente no caso de salvar a própria vida ou quando está em risco a vida de terceiro. Comumente, ao verificar é um adolescente tentando fugir da polícia por não possuir CNH.
De quem é a culpa?
Policiais truculentos usando de força imoderada com abuso de poder, chocando o rosto de uma adolescente na parede? De quem é a culpa quando ocorre fuga de preso nas cadeias e ao verificar o profissional da segurança pública não sabia que para abrir a grade precisa estar acompanhado de outros policiais para protegê-lo na retaguarda.
Quantos policiais perderam a vida em serviço por falta de treinamento. De quem é a culpa?
Não importa saber quem é o culpado depois da tragédia, pois, na maioria das vezes, não tem como restabelecer o status quo.

“Vamos apurar responsabilidades” tem sido o termo, praticamente único, dito pelas autoridades em país de modernidade tardia após as tragédias. Apenas procurar um culpado depois do fato ocorrido não pode ser remédio para todos os males. O melhor caminho ainda é a prevenção através da educação.

Destarte, por acreditar que é melhor prevenir do que remediar, a DPI criou uma equipe de capacitação (composta por mim e pelo Professor Carlos Alberto Azevedo Gomes, Investigador de Polícia) para ministrar curso a policiais civis do interior do Estado. Levando, porém, treinamentos na seara operacional (abordagem de pessoas, de veículos, algemamento, imobilização etc) e na área administrativa eram ministradas palestras motivacionais com ênfase a importância do trabalho bem-feito (preenchimento de boletim de ocorrência, da importância do inquérito policial, do termo circunstanciado etc) e, acima de tudo, da necessidade de prestar um ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA AOS CONTRIBUINTES que procuram a unidade. Em minha opinião, s.m.j., um trabalho inédito e inovador.

Confesso que foi um momento de ouro na minha carreira, tivemos a oportunidade de ministrar o curso de capacitação para as vinte Subdivisões Policiais, à Delegacia Regional de Cianorte (atualmente elevada em nível de Subdivisão, merecidamente) e também para policiais da Divisão Policial da Capital.

Orgulhosamente ministrava as palestras com amor a Polícia Civil, amor a minha profissão, amor aos meus colegas de trabalho e sentia feliz em constatar pessoalmente a grandeza da nossa querida Polícia Civil. Acreditando sinceramente que aqueles atendimentos de excelência ao contribuinte implantados nas Delegacias de Bandeirantes e de Foz do Iguaçu poderiam ampliar para outras unidades policiais do Estado do Paraná. E por que não?

O curso foi muito bem-aceito pela maioria dos colegas, o que nos deixava ainda mais motivados e confiantes.

Durante o curso de capacitação foram eleitos, pelos próprios colegas presentes, os líderes de cada Subdivisão. Possibilitando assim realizar o primeiro encontro de líderes da Polícia Civil do Estado do Paraná, com a brilhante participação de todos os Delegados Subdivisionais, dois líderes de cada Subdivisão além de outras autoridades e convidados. O evento veio à tona no dia 26 de maio do corrente, foi um sucesso. Os lideres eleitos nas subdivisões tornaram-se os multiplicadores nas suas respectivas unidades para a 2ª parte do projeto “Capacitação Continuada para Policiais Civis”. Atualmente em plena operatividade, óbvio, para aqueles policiais que aceitaram e compreenderam a importância do curso.

O que causou decepção foi ser notificado informalmente que haveria um questionamento a respeito da legalidade do curso de capacitação. Ao receber a notícia, confesso que fiquei atônito, chocado e até sem entender nada. Comecei a fazer uma autoanálise das infrações administrativas que eventualmente tínhamos cometido. Durante meses eu e meu colega Professor e Investigador Azevedo viajamos pelos quatro cantos do Paraná, para ministrar o curso de capacitação aos policias. Deixando de lado filhos, esposa, nosso lar para dedicar a instituição. Não raras vezes, para cumprir o programa pré-agendado, deixamos filho doente e com o coração partido seguimos adiante para cumprir com o compromisso com nossos policiais com nossa instituição Policial Civil.

Durante o curso, eram ministradas palestras com o intuito de melhorar o atendimento aos cidadãos nas Delegacias, valorizar o boletim de ocorrência, a importância da busca da qualidade na confecção do inquérito policial, do termo circunstanciado de infração penal, a importância de promover os direitos humanos em respeito a dignidade do ser humano, a importância da família, a satisfação em ostentar ser um policial civil e acima de tudo a importância de ter uma comunhão com Deus.

Não é só, na seara operacional, o curso visava:

a) Treinar nossos policiais como deve ser feita a abordagem de bandidos, de suspeitos e de cidadãos. Normalmente, o que se verifica no dia a dia nos meios de comunicação a violência desnecessária na abordagem policial (truculência, força desnecessária, uso de algemas para dar espetáculo em desrespeito a dignidade do ser humano – sendo necessário o STF editar súmula vinculante). Policiais despreparados praticando abuso de autoridade, sem qualquer treinamento há anos, conforme foi verificado em todas as subdivisões do Estado, policiais sem fazer curso há anos. Sem qualquer treinamento após o término da escola de formação (temos documentos que comprovam isso); qualquer profissão que o indivíduo exerce, ele tem que estar se capacitando cotidianamente para estar a altura no mundo competitivo. Imagina um policial sem qualquer treinamento há anos.

b) Treinamento de saque de arma de fogo. Qual o momento que o policial deve sacar a arma de fogo? Quando o policial deve atirar? O que temos acompanhado na imprensa é notícia de policial atirando pelas costas, quando o condutor do veículo não obedece a ordem de parada na blitz. Na maioria das vezes, trata-se de adolescente sem CNH tentando fugir do bloqueio policial; não se olvidando, porém, quando o policial erra o tiro e atinge um transeunte que passava pelo local. Sem falar de policiais que sem preparo, sem treinamento, acaba atirando acidentalmente se ferindo ou atingindo alguém da família.


c) Treinamento de como deve adentrar com segurança em uma cadeia pública. Basta olhar para um passado não muito remoto, para constatar quantos policiais tombaram por falta de treinamento mínimo de como lidar com detentos em cadeias públicas.


O curso de capacitação não vai mudar a polícia, é apenas uma miúda contribuição de conscientização ao policial como pessoa, fazê-lo entender que o trabalho que exerce é de suma importância para a instituição, para a sociedade, para a própria família e, acima de tudo, para a própria realização profissional. O policial bem treinado, honrado, realizado e motivado pode sim mudar a Polícia. E para melhor. Como diz Paulo Freire: “a educação não muda o mundo, a educação muda pessoas, pessoas sim muda o mundo”.

Requeri a minha aposentadoria, mas gostaria de agradecer a Polícia Civil por ter me acolhido e dado suporte para que eu pudesse crescer como profissional, como pessoa e também por ser a fonte de renda para o sustento de minha família; agradecer meus superiores hierárquicos pela confiança em mim depositada e pelas oportunidades para que eu pudesse desempenhar meu trabalho, minha obrigação; Sou grato aos meus colegas de trabalho, pelo carinho respeito e por ter dedicado grande tempo de suas vidas para estar ao meu lado no trabalho do dia a dia; Sou grato ainda ao meu colega de curso de capacitação, Professo Carlos Alberto Azevedo Gomes, por ter aceitado o convite e compor a equipe para visitar todas as subdivisões do Estado levando conhecimento e treinamento aos nossos colegas Policiais. Grato ainda aos funcionários, colaboradores e estagiários que trabalharam comigo durante minha carreira. Agradeço a minha família pela compreensão de minha ausência do lar devido ao trabalho e, acima de tudo, agradeço a Deus pelo privilégio de estar sempre entre os melhores policiais do Estado do Paraná, homens e mulheres de honra que acreditam no seu talento, na força de seu trabalho e na grandeza da Instituição. Obrigado Deus!

Muito obrigado pelo carinho e que Deus abençoe a todos.



10/09/2014

Homenagem ao Delegado Aposentado José Gomes

Primeiramente, gostaria de externar meus agradecimentos ao Dr° Rogério pela lembrança deste policial já há algum tempo afastado de suas funções em virtude da aposentadoria, funções das quais sinto muita saudade.
Envaidecido, passo a responder às perguntas que me foram formuladas:

Quando o senhor decidiu ingressar na Segurança Pública, qual foi a opinião de sua família?
O caminho para adentrar na Segurança Pública foi muito natural em virtude de já ter alguns familiares dentro dos quadros tanto da P.M. quanto da P.C. Consequentemente, minha escolha foi aplaudida.
Ingressei na P.M. em 1960, com 16 anos de idade e como oficial. Fui designado para exercer algumas vezes a função de Delegado de Polícia, onde foi despertado em mim o desejo de seguir a referida carreira.
Resolvi então, fazer o curso de Direito que foi concluído em 1971 e na primeira oportunidade surgida prestei o concurso para Delegado de Polícia e tomei posse em 1960.

Quais eram suas atividades como Delegado de Polícia?
As atividades inerentes ao cargo.

Quais as experiências adquiridas pelo senhor enquanto trabalhou como Delegado?

Foram experiências profícuas que muito me ajudaram tanto no amadurecimento profissional quanto no pessoal e me proporcionaram uma compreensão mais humana da sociedade em que vivemos.

Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi delegado?

Na verdade, do que eu sinto mais falta, é da convivência diária com os companheiros de luta e dos desafios que surgem diariamente em uma Delegacia de Polícia.

Qual a importância da Polícia Civil em sua vida?

Foram 28 anos de atividades voltadas à segurança da população de minha circunscrição policial, as quais me renderam inúmeras satisfações pessoais, sou profundamente grato à Polícia Civil.

Você já se arrependeu em algum momento da carreira que escolheu?

Em momento algum, muito pelo contrário, se me fosse dada a oportunidade de voltar no tempo, faria tudo outra vez.

Existe alguma história marcante em sua carreira que possa nos contar?

Foram tantas as histórias marcantes que não seria justo destacar uma delas. Todas, cada uma com sua peculiaridade me marcou profundamente.

Qual é a satisfação pessoal em ter exercido um cargo tão importante para a Polícia Civil?

A sensação do dever cumprido.

Quais suas perspectivas para o futuro?
É o que estou fazendo no momento, curtindo minha família e em especial meus netos.

O senhor poderia deixar uma mensagem aos Policiais Civis do Paraná?

Alguns dias atrás, tive a honra de participar da entrega de certificados de um curso de aperfeiçoamento promovido pela D.P.I. o que me levou a considerar que a Polícia Civil do Paraná está encontrando seu norte através do treinamento constante do seu quadro pessoal. Este é o caminho para o fortalecimento da instituição que tanto amamos. Sabemos que existem forças ocultas que tentam enfraquecê-la, por isso, os policiais em atividade devem se unir para o desenvolvimento de um trabalho competente que vise cada vez mais oferecer à sociedade a segurança tão almejada e merecida.


20/08/2014

Homenagem ao Delegado Zoroastro Nery do Prado Filho que recebe o Título de Cidadania Mandaguariense

Dr Zoroastro


Há quanto tempo exerce função de delegado em Mandaguari?
Há 17 anos exerço função de Delegado de Polícia Civil na cidade.

Qual seu grau de satisfação em receber o título de cidadania Mandaguariense?
É muito honroso, um profissional exercer o cargo de Delegado de Polícia Civil e receber o reconhecimento da sociedade.

O que faria de diferente nestes anos de profissão?
Teria desenvolvido mais projetos com a finalidade de me aproximar da comunidade.

Qual importância que a Polícia Civil tem em sua vida?
Profissionalmente, é a realização de um sonho que se iniciou antes de iniciar a faculdade de direito, tendo em vista que já pertencia a outra instituição policial.

Exerceu outra profissão antes de ser delegado?
Sim, comerciante e Policial Militar.

Qual decisão mais difícil o Sr° tomou nestes anos como delegado?
É decidir em dar atenção ao trabalho enquanto a família me aguarda.

Em qual momento da sua carreira se sentiu mais pressionado?
Não me deparei com situação que me sentisse pressionado.

E qual foi o momento mais feliz?
Foi quando participei da formatura, no curso de capacitação profissional recebendo o certificado.

Poderia deixar um recado a todos Policiais Civis?
Zelar pelo bom nome e realçando a importância da Polícia Judiciária perante a comunidade.


11/08/2014

Confraternização na DPI homenageia a servidora Eduvirges Marilia Lazzari de Lima


despedida Marília

A Investigadora de Polícia de 1° Classe recebe homenagem na DPI em decorrência de sua aposentadoria.

Além dos funcionários e colegas da Divisão e Delegados Divisionais, também estiveram presentes o Delegado Geral Dr° Riad Braga Farhat, Delegado Geral Adjunto Dr° Luiz Gilmar da Silva e o Delegado Titular do GAF Dr° Naylor G.Robert de Lima.

Marilia da DPI como é conhecida, cursou  Direito na faculdade Curitiba e exerceu a profissão com brilhantismo e sucesso, inclusive atuou perante o Tribunal do Juri.

Ingressou na carreira policial no ano de 1994, atuando em diversas cidades do interior, com comprometimento, seriedade e dedicação.

Foi lotada na Divisão Policial do Interior em 2013, onde encerra sua carreira policial.


14/07/2014


Homenagem ao Delegado aposentado Adilson José Bonato

Adilson

Obrigado Dr. Rogério por lembrar-se dos Delegados inativos, que infelizmente raras vezes somos lembrados, a não ser em eventos promocionais da nossa Adepol, mas no dia a dia raramente isso acontece como está acontecendo com essa gestão. Tanto na DPI como nas Subdivisões, por exemplo, a 16ª SDP de Campo Mourão o Dr. Anir Salmen, sobrinho do grande Dr. Fause Salmen, um dos maiores amigos de toda nossa classe , da saudosa memória que deixou muitas saudades.

Adilson José Bonato, nascido na cidade de Ponta Grossa/PR onde saiu quase criança,pois a família resolveu mudar para o interior almejando melhores oportunidades na vida.

O que lhe motivou a seguir a carreira de Delegado de Polícia?

Ingressou muito cedo na carreira policial, inicialmente na gloriosa PM, na qual tinha apenas 19 anos de idade. Tinha pouca idade mas muita experiência de vida de interior, e quase nada de vida pública, muito menos na espinhosa carreira policial, pois em 1967, o Brasil passava pelo amargo episódio da ditadura militar, quando a Polícia como força auxiliar do EB, para se ter idéia, o Secretário de Segurança era sempre um General (Gal Ítalo Conti) e o comandante da PM ( um coronel do Exército, Cel. Meira Mattos), tamanho era o controle dos militares, sendo o nosso Governador o General Ney Braga. Foram 12 anos de PM e a pedido deu baixa, haja vista, que foi aprovado no concurso para investigador de polícia, já na Polícia Civil do Paraná, na qual ficou mais 10 anos. Após a aprovação no concurso de Delegado, na qual foi aprovado no segundo lugar no curso na ESPC, pediu demissão do cargo de investigador de polícia.

Quando o senhor decidiu ingressar na Segurança Pública, qual foi a opinião de sua família?
Quanto a opinião da família, embora distante foi de total apoio, já que ser policial era um grande status para a época, ressalvando que com o soldo, que não era pouco como nos dias atuais, dava para pagar hospedagem, despesas pessoais, cursinho no Positivo e posteriormente o curso de direito na UCP, atualmente PUC, e foi no curso de direito que veio a decisão de fazer o concurso para a carreira de Delegado de Polícia que seria uma ascensão profissional, desta vez com mais " status ", e mais expressão.

Quais eram suas atividades como Delegado de Polícia?

Minhas atividades como delegado foram mais operacionais do que como delegado de gabinete, pois o delegado de delegacias do interior, no meu tempo era: Delegado, Tira, Motorista Policial, Carcereiro etc.... sendo que até nos dias atuais temos colegas nessa situação, motivado pela pouca disponibilidade de pessoal de campo, tendo o delegado de suprir essa deficiência fugindo inteiramente de suas funções, que é a de chefe de pessoal e presidente do IP.

O senhor acha que a polícia de hoje está mais preparada do que de antigamente?
Sim, eu acho que a polícia de hoje está mais preparada, pois conta com mais cursos de aperfeiçoamento, além do que o nível de escolaridade para o ingresso mudou tudo, veja bem que eu tive muitos subordinados semi-analfabeto, alguns analfabetos por completo. Saibam que quando foi criada a Sanepar, muitos funcionários da extinta Secretaria de Água e Esgoto aderiram a algum cargo em outra área, um sem número vieram parar na PC, eram funcionários humildes, que tinham a função de cavar valetas para enterrar manilhas ( nada contra essa função), mas nossos chefes deixaram que eles trocassem uma pá por uma arma sem instrução nenhuma. Foi um retrocesso muito grande, só para citar um descaso com os cidadãos, mas houveram outros mais, tais como: a inclusão de parentes e amigos pela" porta dos fundos", sem esquecer as ridículas figuras dos "Calças Curtas e Inspetor De Quarteirão", Graças a Deus de nada saudosa memória, e o Delegado tinha que comandar esses notáveis profissionais.

Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi delegado?
O que mais me faz falta é a falta da atividade que era pura adrenalina e essa falta de camaradagem por conta de alguns poucos colegas delegados da ativa, que esquecem que um dia, talvez, eles sejam um delegado aposentado. Já encontrei algum que nem atende o telefone, quando sabem que do outro lado está um colega aposentado, por essa razão que eu exalto colegas como Dr Riad, Dr Rogério e Dr Amir, para citar alguns que tiveram essa iniciativa de nos arrancar do esquecimento em que nos encontramos.

Qual a importância da Polícia Civil em sua vida?

Quanto a importância da Polícia Civil em minha vida é imensa já que estou dentro dela desde a tenra juventude e que atualmente tenho uma filha seguindo meus passos, graças a Deus.

Quais as experiências adquiridas pelo senhor enquanto trabalhou como delegado?

As experiências, se eu pudesse contá-las todas, mais de 33 anos de atividade, daria um BEST SELLER, como me disse o Dr Rogério teria que escrever um livro de memórias, talvez essa idéia um dia venha a tona, mas posso dizer que foram experiências incríveis, umas doces outras nem tanto, mas é uma atividade muito gratificante onde as experiências se multiplicam e se renovam no dia a dia, na qual o profissional se realiza como ser humano.

O senhor acredita em vocação policial?

Tanto acredito na vocação policial que tenho um exemplo dentro da minha família, minha filha Anna Karina, ela como eu, sonha e respira com a carreira policial, se fosse possível eu começaria tudo de novo, isso fez parte da minha vida, mas agora são só memórias.

Quais suas perspectivas para o futuro?
Quanto ao futuro só resta ver a família bem, os colegas felizes e a minha querida Polícia Civil cada vez melhor. Já melhoramos infinitamente, mas dá pra avançar mais, já que as cabeças pensantes são de outro tempo.

O senhor poderia deixar uma mensagem aos Policiais Civis do Paraná?
Minha mensagem: Queridos irmãos policiais civis, vocês escolheram uma das mais nobres profissão, que é da "servir e proteger" lembrem-se sempre que nesse mister só se sobressai os que não esmorecem, não se acovardam e não param de estudar, os que passeiam pelas páginas dos jornais como heróis não como uma minoria que são "escrachados" constantemente como os mais diversos adjetivos nefastos, nessa profissão, coragem e honestidade, são as malandragens permitidas. Mais uma coisa: quando encontrarem por aí um colega inativo, lembre-se que algum dia ele foi igual a você, e que a par disso um dia talvez você chegue lá e faça parte dos que ja passaram por tudo que você está passando agora , um sorriso, um cumprimento não vai te tirar pedaço, mas vai fazer alguém feliz, um abraço deste seu amigo BONATO.



08/07/2014

Homenagem ao professor da ESPC Zalmur Graczyk Vida


Zalmur

O que lhe motivou a seguir a carreira de Investigador de Polícia?

Gosto da área de segurança, pois na família meu irmão é Perito Criminal e meu cunhado Delegado de Polícia Civil.


O senhor trabalhou na ESPC por quanto tempo? Chegou a trabalhar em delegacias? Quais?

Trabalhei na ESPC 36 anos, trabalhei como Agente de Segurança alguns meses em Paranaguá, como na época era formado em Educação Física o Departamento determinou portaria para ESPC.


Como surgiu a ideia de organizar a Corrida da Polícia Civil? Qual o objetivo do projeto?

A Corrida da Polícia Civil foi criada pelo Dr. Luciano, depois que deixou a ESPC, me senti na responsabilidade em dar continuidade a esse projeto onde estive responsável acho que em 7 ou 8 corridas, a importância desta modalidade para nossa Instituição é fazer interação com nossa sociedade.


O senhor foi homenageado com as medalhas de mérito na categoria bronze e prata, ao que atribui as honrarias?

As medalhas que recebi foram por méritos de trabalho pela nossa Instituição, só não recebi a medalha de ouro.


No que consiste o projeto de Educação Física para as carreiras de Policiais Civis do Paraná?
O Projeto com título de BOA FORMA está arquivado na ESPC, pelo custo do exame médico para os policiais civis, por isso o projeto não foi para frente. O objetivo era promover valorização social, ampliando conhecimentos que possibilitem aprimorar o desenvolvimento da atividade física, diminuição das tensões e manutenção da saúde e qualidade de vida.


Como foi elaborar as Provas e Tabelas de Aptidão Física para os Concursos Públicos nas Carreiras Policias Civis do Estado do Paraná?

Para elaboração das provas e tabelas foi necessário a pesquisa em livros cientificamente aprovados, onde observa-se que cada prova tem sua faixa etária, sempre obedecendo ao padrão.


Como o senhor avalia a ESPC na vida do Policial Civil?
Com a suposta remessa federal de verbas para o desenvolvimento do curriculum da ESPC é possível perceber a ingerência no processo de certa forma, os indícios e diretrizes deveriam ser de exclusiva orientação do Estado do Paraná na formação dos policiais civis, isto seria o caso dos futuros cursos terem disciplinas on-line.


Qual a importância da ESPC na vida do Professor Zalmur?
A ESPC é o coração da polícia civil, onde prepara o físico e o psicológico do futuro policial que vai promover a segurança do nosso Estado do Paraná. ESPC é minha segunda casa, agradeço a Deus pelos 36 anos nesta vida profissional e pelos diretores que ali passaram e me deram a oportunidade de desenvolver meu trabalho, pois nesses anos obtive muitas amizades.


Soubemos que o senhor coleciona homenagens e convites para ser patrono de inúmeras turmas da ESPC, ao que se se deve esse reconhecimento pelos alunos?

O importante no profissional é conhecer o potencial de cada aluno e valorizar o mesmo como profissional e como pessoa, e saber associar a sua disciplina com a vida policial. Deve cobrar na hora necessária, pois eu tinha um lema: "SUE NA ESCOLA PARA NÃO SANGRAR LÁ FORA".


O senhor gostaria de deixar algum recado aos colegas e alunos da ESPC?
Agradeço a todos os colegas que sempre me deram apoio, em especial ao Dr. Luiz Fernando Viana Artigas Júnior que sempre me apoiou como profissional e como pessoa. Também agradeço ao Doutor Rogério Antônio Lopes, chefe da DPI pelo reconhecimento do meu trabalho profissional.





27/05/2014

Homenagem ao Delegado aposentado Vilson Seger


vilson

Nascido na cidade de Selbach, Rio Grande do Sul, o Delegado de Polícia Vilson Seger, mudou-se para Curitiba, onde iniciou sua Graduação em Direito pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de Curitiba), concluindo-a na UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná – Jacarezinho), quando então aprovado no concurso de Escrivão de Polícia, no ano de 1987. Após 7 anos na carreira tornou-se Delegado de Polícia, concluindo sua especialização em Gestão Pública pela Escola Superior de Polícia Civil.


Por quanto tempo trabalhou na Polícia Civil e há quanto tempo está aposentado?
Trabalhei na Polícia Civil vinte e cinco anos. Sendo, sete anos como escrivão, e dezoito anos como Delegado.
Estou aposentado há dois anos e meio.


Quais as delegacias que o senhor já trabalhou? Qual a que mais se destacou e por quê?
Trabalhei como Delegado titular em apenas duas Delegacias. Nas Comarcas de Nova Fátima e Congonhinhas. Atendi cumulativamente por um período outras Delegacias e também em período de férias de outros Delegados. A que mais de destacou foi em Nova Fátima, por ter trabalhado um período maior, ter mais contato com as pessoas, ainda foi a cidade onde constitui família.


O senhor acredita que a Polícia Civil do Interior é a mesma da Capital? Por quê?
Nunca trabalhei na Capital, sempre no interior. Acredito que há uma diferença entre interior e capital. Na Capital está toda a Administração da Polícia Civil, departamentos, de certa maneira o contato e apoio é mais fácil. Há a concentração de um grande número de Delegados e Policiais, o intercâmbio é maior. No Interior, principalmente nas cidades pequenas, você tem que fazer clínica geral a estrutura é menor, o número de policiais é pequeno, às vezes insuficiente até para administrar a Delegacia.


Existe alguma história marcante em sua carreira que possa nos contar?
Logo no início, quando assumi a Delegacia de Polícia de Nova Fátima, trabalhadores rurais foram trabalhar no Estado de Minas Gerais, se não me falha a memória, na cidade de Campestre, na colheita de café. Houve um homicídio e uma pessoa inocente acabou sendo presa. Com informações das pessoas de Nova Fátima, quando voltaram daquele Estado, conseguimos elucidar o crime, sendo os suspeitos presos e o inocente liberado. Acabamos solucionando um crime acontecido em outro Estado, mas que envolvia pessoas de Nova Fátima.


De que forma o senhor enxerga a Polícia Civil estando fora da ativa? A visão é a mesma de antes?
Mesmo aposentado, continuamos sendo policiais Civis, isto permanece no sangue. Sempre torcemos para que a Polícia Civil progrida e melhore cada vez mais. A única diferença é que quando estamos na ativa, participamos ativamente de tudo que acontece na Polícia Civil e, como aposentados, ficamos mais assistindo os acontecimentos, nossa visão é de fora.


Como a experiência do cargo de Escrivão de Polícia interferiu na carreira de Delegado?
Antes de ser Delegado, fui Escrivão por um período de sete anos. Isso me ajudou muito, pois já tinha conhecimento da administração de uma Delegacia, da parte burocrática e até dos trabalhos e investigações que eram realizadas, pois acabavam chegando no cartório para a confecção dos respectivos procedimentos. Esse conhecimento anterior me deu uma base muito forte e não tive grandes dificuldades em assumir uma Delegacia.


Qual a relevância da gestão exercida pelo Delegado de Polícia? Mesmo com fatores negativos como a falta de estrutura em cidades do interior é possível conduzir uma delegacia e satisfazer os anseios da comunidade?
Como trabalhei em cidade pequena, o papel do Delegado de Polícia para a comunidade sempre foi muito grande. As pessoas procuram a Delegacia de Polícia quando não tem mais onde recorrer. Muitas vezes, querem somente uma orientação, um conselho. As pessoas saem satisfeitas quando bem atendidas, quando percebem a importância dada à sua situação, quando percebem o esforço da polícia em solucionar o problema apresentado. As pessoas sentem falta, quando não há Delegado na Comarca ou Cidade. A falta de estrutura e de Policiais, prejudica bastante o desenvolvimento das atividades policiais. Contudo quando o Delegado e funcionários se esforçam para solucionar os problemas existentes, a comunidade reconhece. Mas vale dizer, que uma Delegacia bem estruturada e com numero de policiais e funcionários, condizentes com a realidade da cidade, os trabalhos fluirão melhor e a sociedade dará uma maior importância à Policia Civil, ao Delegado, Policiais e Funcionários. O Número de solução de crimes aumentará significativamente.


O que o senhor tem feito desde que se aposentou? Continua revendo os colegas da Instituição?
Com minha aposentadoria, posso me dedicar mais há família, acompanhar melhor os filhos e familiares, dedicando boa parte do meu tempo nisso. Além de dedicar um tempo, nas atividades de uma pequena propriedade rural. È muito importante ter a mente ocupada, exercer atividades físicas, enfim, ocupar o tempo. Revejo às vezes os colegas de Nova Fátima, Congonhinhas e Cornélio Procópio. Também tive a oportunidade de rever alguns colegas na sede de praia em Guaratuba, onde estive no início do ano.


Agora que tem levado uma vida mais tranquila, sente saudades da rotina policial? Se sim, do que mais sente falta?
A atividade Policial exige tempo integral, quando estamos na ativa, não conseguimos nos desligar de nossas atividades. É lógico que quando nos aposentamos sentimos falta da rotina policial, onde trabalhamos vários anos. Sinto falta do contato com o público, com os funcionários, quando todos se uniam para a realização de uma tarefa, de uma investigação que exigia um esforço maior, de uma prisão ou diligência. Sinto falta da alegria quando conseguíamos solucionar um crime, desde o mais simples até o mais complicado.


Fazendo um paralelo com a figura do agricultor com o gestor da Polícia Civil, o Sr. acha que com o bom cultivo é possível colher frutos até de lugares improváveis? Como seria possível?
Sim, quando trabalhamos corretamente, procurando realizar os anseios da comunidade onde você trabalha é possível colher frutos até de lugares improváveis. Até os mais incrédulos, passam a acreditar, quando veem esforço, competência e bons resultados.


Gostaria de deixar algum recado aos colegas que trabalharam com o senhor?
Gostaria de agradecer a todos os Delegados, policiais e funcionários, com quem trabalhei e mantive contato, durante o tempo de atividade. Fiz amizades, obtive muitos conhecimentos e experiências, também aconselhei, e acho que de certa forma, pude compartilhar com eles meus conhecimentos. Desejo a todos sucessos em suas atividades e que sejam abençoados.
Um tríplice e fraternal abraço a todos.





12/02/2014

A nossa homenagem do mês é para o Delegado aposentado Almir Chagas Vilela



Dr. Almir


1. Por quantos anos o senhor foi delegado da Polícia Civil do Paraná?
Fui Delegado de Polícia por 28 anos.


2. Em quais departamentos e delegacias o senhor já trabalhou durante sua carreira?
Delegacia de plantão no inicio, seguindo-se à proteção a menores, assessoria de relações públicas, após, grupo de planejamento da SESP por longo anos. Também fui Delegado Geral adjunto e ainda trabalhei na Corregedoria da Polícia Civil.


3. O senhor foi o fundador da Escola Superior de Polícia Civil, inaugurada em 1976. Como o senhor colocou em prática seus projetos e quais as dificuldades encontradas no caminho?
Conquistamos a área e ajudamos na construção da Escola de Polícia e dormitórios, contribuindo também para a construção de delegacias distritais em Curitiba, Matinhos e Foz de Iguaçu, entre outras.
Ocupamos após grandes debates o antigo prédio do Tribunal de Contas e, ainda, a casa onde hoje está o DENARC.
Fui autor da lei estadual que transformou a Chefatura de Polícia em Secretaria de Segurança Pública.
Idealizei e coloquei em função as identificações (emblemas) da Polícia Civil, carteiras e distintivos funcionais, bem como o símbolo da Polícia Civil, elaborado em conjunto com o antigo diretor da representação da Wolkswagen (Servopa).
Orgulha-me haver criado o COPE, uma polícia judiciaria mais dinâmica.
Organizei e coloquei em funcionamento a Ouvidoria da Polícia Civil do Paraná. Fui autor do primeiro Regulamento da Polícia Civil do Paraná e, ao longo do tempo, presidi comissões de atualização.
Fui fundador e organizador da Polícia Federal do Paraná, instalando-a e lá permanecendo por 3 anos como Delegado Chefe de Operações.
Trabalhei como elemento de ligação no acordo com os EUA, pela via do projeto de assistência, sendo indicado como primeiro bolsista na língua inglesa, por um período de 6 meses, em vários locais daquele país.
Promovi um conclave nacional de Delegados de Polícia do Brasil, em Curitiba.


4. Hoje, transcorridos 37 anos, após a inauguração do prédio, como o senhor se sente, por ter colaborado com a capacitação profissional de tantas pessoas?
Sinto um profundo orgulho e grata satisfação de haver proporcionado as condições para o aprimoramento e formação dos ocupantes das carreiras policiais, principalmente os iniciantes, e como Professor e Delegado promovi a edição da revista da Polícia Civil em vários números da década de 70.
Dei a publico panfletos ligados as drogas perigosas sob o título NOTIX. Neste período mantive coluna aos domingos nos jornais Estado Do Paraná e Gazeta do Povo, sob títulos da Segurança Publica.


5. Há cerca de 50 anos atrás o senhor participou da fundação da ADEPOL, Associação dos Delegados de Polícia do Brasil. Como foi a criação dela?
A ideia nasceu em almoço com poucos colegas existentes na época, tendo sido encarregado de transpor para a realidade a Associação dos Delegados de Polícia do Paraná, fui o primeiro-secretário e organizador, e mais tarde Presidente por um período fértil.


6. Quais os principais desafios encontrados durante a Administração da Associação, realizada pelo senhor, entre os anos de 1977 e 1981?
Dificuldades iniciais de local e expansão e sua utilidade foram superadas e mais tarde após vários Encontros Nacionais fui eleito por duas gestões consecutivas ao cargo de Presidente Nacional da entidade. Pouco antes, demos a publico o símbolo ou emblema da ADEPOL.


7. Quais as experiências adquiridas pelo senhor enquanto trabalhou na Ouvidoria?
A criação e atuação da Ouvidoria da Polícia por direta indicação do Governador do Estado deveria se operar em duas etapas: a) a sua implantação e funcionamento se processou com um sistema computadorizado; b) deveria haver medida legal que permitisse acionar os casos que lhe ocorriam e que não merecessem a atenção de servidores visados. Acredito que os anos iniciais foram profícuos com seguidas notícias na imprensa. A segunda fase não foi concretizada.


8. Como o senhor vê a Polícia Civil hoje?
Hermetizadas nas unidades, salvo poucas exceções, já havia alertado para o princípio de "put the men on the street ", a população precisa sentir a presença da Polícia Judiciaria prevenindo, autuando, coletando e promovendo uma rede informativa. Hoje está acossada entre a co-irmã (PM) e uma figura paralela e controvertida (GAECO).
A mais cruel visão é a dramaticidade das cadeias, verdadeiras pocilgas medievais. As delegacias foram edificadas com áreas mínimas para retenção de autuados até encaminhamento as prisões provisorias. A desumanidade vista e amplamente apontada na imprensa não é encarada como necessidade emergencial.


9. O que o senhor tem feito nas horas vagas, desde que se aposentou?
Leitura, muita leitura, cultivo do ambiente familiar e manutenção das condições físico-orgânicas.


10. Quais suas perspectivas para o futuro?
Com 83 anos só Deus sabe o direcionamento do porvir.


11. Dentre diversas homenagens já realizadas ao senhor, pelos relevantes serviços prestados à Instituição, ressaltamos a condecoração realizada no ano de 2012, pelo Instituto de Identificação do Paraná, durante o aniversário de 159 anos da Polícia Civil. Quais dicas pessoais e profissionais o senhor dá aos policiais que estão iniciando a carreira?
Vocação insere-se no primeiro item, desprovida deste valioso valor pessoal, a organização estará prejudicada. Talento para poder penetrar com inteligência e argucia os complexos casos criminais. Continuidade no estudo evolutivo das áreas que enfocam a criminalidade no Paraná e no exterior. Caráter na condução e atuação profissional assimilando amplamente seus valores positivos.



O decano inspirador:

Em setembro de 2010 a Escola Superior de Polícia comemorava 76 anos, o então Delegado Chefe da 12ª SDP de Jacarezinho, escreveu um artigo em sua coluna no jornal parana on line, homenageando um dos idealizadores do atual prédio da Escola Superior de Polícia, Dr. Almir Chagas Vilela, nesta ocasião em que é homenageado por esta Divisão, é oportuno relembrar o citado artigo cujo link segue abaixo:

http://www.parana-online.com.br/colunistas/339/79899/





27/01/2014



Dalton Siqueira Russo é o nosso policial aposentado homenageado da semana


Dalton


Meu nome é Dalton Siqueira Russo, tenho 67 anos, policial civil aposentado. Ingressei na Polícia em 1975 findando em 2002, após 22 anos de dedicação à Polícia Civil do Paraná.

Sou casado há 39 anos com Virgínia Maria Almeida Russo, tenho dois filhos, Darlan Almeida Russo (35 anos) e Norton Almeida Russo (33 anos). Tenho dois netos, Breno Boneti Russo (5 anos) e Mariá Boneti Russo (2 anos). Com o meu salário que era pouco, ajuda de meus familiares e de minha esposa Virgínia, conseguimos dar um futuro aos meus dois filhos. Hoje, resido em uma chácara e tenho criação de aves e caprinos.

Quando ingressei na Polícia Civil do Paraná, minha família ficou muito preocupada, pois esta profissão oferece muitos perigos. Mesmo assim, recebi o apoio necessário para me manter na carreira policial, que tanto prezo. Sempre tive vocação para policial, pois acredito que esta, nasce com a pessoa.

Sobre minha história na polícia, prestei concurso e fui trabalhar no Centro de Operações Especiais (C.O.P.E), depois trabalhei na Delegacia de Ordem Política Social (D.O.P.S), na Divisão de Segurança e Informações (D.S.I.), no 3º Distrito Policial e em 1983 fui trabalhar na Delegacia de Furtos e Veículos. Em 1989, solicitei minha transferência para a cidade de Pato Branco/PR, onde me aposentei.

Quando entrei na Polícia, a munição e o combustível eram racionados e o armamento não era compatível com o serviço policial. Informatização não existia na época, e hoje, com a era da tecnologia tudo está integralizado, com fácil acesso a informação.

Sinto muito falta da adrenalina do dia-a-dia de um policial. Entre os diversos casos em que trabalhei um dos que mais me marcou é a prisão de um elemento em São José dos Pinhais que roubava motocicletas. Ficamos próximo a sua casa, de campana. Às 7h da manhã adentramos em sua residência e o detemos. De repente escutei o choro de uma criança que me chamou muito a atenção. Apreensivo pela situação em que nos encontrávamos, olhei ao lado e vi uma mãe amamentando uma criança que segundo ela, era filho do acusado e tinha apenas três dias de vida. Esta cena, da mãe amamentando, sabendo que esta criança era seu filho, nesta hora, me comovi muito. Tinha a vontade de deixá-lo ali, sem prendê-lo. No entanto, temos que cumprir com o dever e não agir pela emoção. O levamos para a Delegacia onde foi processado e condenado pelo furto de aproximadamente 40 motos.

Em toda a minha trajetória, posso afirmar que meus arrependimentos referem-se a minha ausência familiar em relação ao crescimento dos meus filhos, as comemorações (natal, ano novo e aniversários), pois sempre me dediquei a Polícia e aos plantões de finais de ano, bem como não ter cursado o ensino superior (graduação) para que pudesse galgar uma aposentadoria melhor.

Sobre o policial, ele deve ser leal com os colegas de serviço, pois essa é sua segunda família. Uma das críticas que faço é direcionada ao péssimo atendimento dos policiais às vítimas, apesar da maioria deles, terem curso superior. Sua principal qualidade é saber ouvir as partes tanto da vítima como do acusado, para não cometer uma injustiça. A honestidade por parte do policial é fundamental. Em todos os anos que me dediquei à Polícia, nunca fui vítima de qualquer tipo de violência.

Aos policiais iniciantes, gostaria de dizer que a Polícia não é um cabide de emprego. Ela existe para manter a ordem e a segurança de uma cidade, Estado e/ou País. E para isso, o policial é a peça fundamental. Equilíbrio, justiça e ética são os fatores determinantes para que possamos ter êxito em nossa profissão, apesar de tão pouco valorizada pelo poder público.

Finalizo, dizendo que tenho muito orgulho de ter feito parte da história da polícia, pois temos o senso do dever. A nossa dedicação está voltada à proteção da população, porque dela fazemos parte. Acredito que se qualquer pessoa, indiferente se ela é ou não policial, trabalhar com disciplina e honestidade colherá o respeito, e isso trará tranquilidade e paz no futuro.


09/12/2013

O nosso homenageado da semana é o investigador aposentado Osvaldo Brito de Souza que concluiu o curso de Teologia e agora se prepara para ser Pastor

investigador

Ingressei na carreira policial no ano de 1977, na Polícia Militar do Paraná, onde permaneci até o ano de 1985, quando fiz o concurso da Polícia Civil. Fui agente de segurança e detetive antes de me tornar um Investigador. A minha primeira lotação, como policial civil, foi na comarca de Congonhinhas, pertencente à subdivisão de Cornélio Procópio. Passei por Marilândia do Sul, Londrina (por três vezes na furtos e antitóxico), Apucarana (por três vezes) e em 1988 fui para Arapongas, onde trabalhei por quase 20 anos ao todo. Após trabalhar em Dois Vizinhos e Paranaguá, pedi minha aposentadoria em 2007 e seis meses depois, precisei voltar aos trabalhos. Após 34 anos de trabalho me aposentei definitivamente em Outubro de 2009. Nesta época já estava cursando Teologia e o meu objetivo era trabalhar na obra de Deus.


Que tipos de atividades o senhor desenvolveu como investigador durante todos esses anos?
Durante minha carreira exerci as mais diversas atividades, sempre na área operacional.


O senhor poderia nos contar uma das histórias que mais tenham marcado sua vida durante todos os anos de trabalho?
Foram várias. Uma delas foi em um plantão durante um domingo na Delegacia de Arapongas. A cadeia estava lotada quando assumi, às 09h, sozinho, meu plantão. Os presos haviam passado a noite fazendo buraco e serrando os cadeados, (dentre eles estavam dois irmãos, gêmeos. Um deles ganhou notoriedade ao matar a esposa grávida. O crime ganhou repercussão nacional, inclusive no linha direta, da Rede Record).
Só faltava uma porta para que os encarcerados ganhassem a liberdade forçada. Foi quando abri a portinhola e vi um edredom mexer-se levemente. Sob ele haviam dois presos na posse de estoques de ferro (5x16), esperando para me atacar. Foi por Deus que não aconteceu uma tragédia aquele dia. Por ter evitado a fuga fui homenageado pela Câmara Municipal de Arapongas, no Jornal Tribuna do Norte, dentre outros meios de comunicação.
Outro fato ocorreu em 2009, quando o vice Governador Orlando Pessuti assumiu o cargo. Um familiar dele, que residia em Rosário do Ivaí, havia sido vítima de latrocínio. O então Delegado Chefe de Apucarana Gabriel Junqueira (que Deus o tenha) me designou para comandar essa investigação, inclusive, com apoio da DPI. Em menos de 48 horas os autores estavam identificados, sendo presos posteriormente.


Durante o tempo em que o senhor atuou como policial, o senhor teve algum arrependimento?
Em nenhum momento me arrependi de ter sido policial civil, muito pelo contrário, eu faria tudo de novo. Acredito que fui preparado por Deus para esse trabalho.


Qual foi a importância da Polícia civil em sua vida? Profissional e pessoal?
A Polícia Civil é tudo na minha vida, me ensinou muito, como profissional, e é claro, na minha vida pessoal. Um dos ensinamentos foi sempre ficar atento. A Bíblia nos ensina, a "vigiar e orar”, ou seja, ficar vigilante, atento a tudo e a todos. Existe uma passagem onde diz que Deus estava escolhendo homens para irem a uma batalha. Quando esses homens passavam por uma lagoa pra tomar água, eram excluídos aqueles que se agachavam e não olhavam para os lados, deixando de ver se os inimigos se aproximavam. Apenas 300 homens restaram para lutar contra mais de 2 mil.


Em recente entrevista dada a um jornal da região, o senhor falou sobre um novo rumo tomado em sua vida após a aposentadoria, que é se tonar um Pastor da palavra de Deus. Como isso surgiu?
Enquanto trabalhava na Delegacia de Arapongas eu já me sentia tocado durante os cultos que eram realizados aos presos ali custodiados. Mas foi durante um culto, no clube 28 de Janeiro, em Apucarana, com a presença de aproximadamente 300 pessoas, que um Pastor que ministrava a palavra de Deus, apontou o dedo para mim e disse “Você venha aqui”. Eu fui, ele me abraçou e disse: Você vai ser um grande pregador da palavra de Deus. Deus te livrou de morte a tiros. Foi mais ou menos assim. Neste instante eu senti realmente o chamado de Deus na minha vida.


Quais estudos já realizou?
Sou bacharelado em teologia, pelo CETDEB da Assembleia de Deus, formado, no Básico, Médio e Avançado, e Bacharel em Teologia pelo Centro Universitário de Maringá, UNICESUMAR, diplomado em 27 de Setembro de 2013, sob o nº 017039.


Quais seus planos agora?
A minha vida daqui pra frente é obedecer à palavra de Deus com temor e tremor, porque a bíblia diz” Ide pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Evangelho de Marcos 16:15,16.


O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
A mensagem que eu deixo nesse momento aos policiais civis do Paraná é que creiam no Senhor Jesus Cristo, que serás salvo, tu e tua casa. Creiam que o Senhor é o único, Senhor e Salvador de nossas vidas. A bíblia diz que há dois caminhos para serem seguidos e Deus é tão bom que nos dá o “livre arbítrio” para escolhermos: o caminho estreito, que nos leva a Salvação, e o largo, que nos leva a perdição, escolham o estreito. 02/12/2013


A nossa homenagem da semana é para o Delegado aposentado Milton Pinheiro Neves

dr

Milton Pinheiro Neves, nascido aos 11 de maio de 1949, em Pompéia, Estado de São Paulo, é filho de Deoclécio Reis das Neves e Ana Pinheiro Neves. É casado com Irani Izidoro Pinheiro Neves, com quem tem três filhos: Fabricio Izidoro Pinheiro Neves (in memoriam), Fabiano Izidoro Pinheiro Neves, advogado militante na comarca de Marília e Frederico Izidoro Pinheiro Neves, advogado e diretor jurídico da câmara municipal de Sarandi. Milton também é avô Fábio Augusto Pinheiro Neves, 8 anos, e Ana Beatriz Pinheiro Neves, 6.


De origem humilde, ainda menino trabalhou com seu pai na agricultura, em um pequeno sítio de propriedade da família. Nos anos 50 mudou-se para a cidade, onde aos 14 anos começou sua vida profissional, como empacotador nas casas pernambucanas onde após seis anos foi promovido à balconista, alcançando o cargo de subgerente.


Nesse interregno participou do evento nacional Dia da Ave, instituído pelo decreto 63.234 de 12/09/1968, onde fui agraciado com diploma, em 5 de outubro de 1969, conferido pela Primeira Dama da República, então Dona Yolanda Costa e Silva, esposa do Presidente da República General Arthur da Costa e Silva.


Em 1970, de livre e espontânea vontade, pediu demissão e no mesmo ano, em 21 de outubro, ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde permaneceu por 17 anos. Foi homenageado e agraciado com a medalha PMZITO, mérito pelo destaque em trabalho policial militar.


Em 1984 participou da 12ª exposição filatélica e numismática oficial da cidade de Pompeia, SP, com cédula rara brasileira manolita, oportunidade em que lhe foi conferido certificado e medalha. Assim sucessivamente nos anos 85/86.


Em 1976 Milton cursou Ciências Jurídicas e Sociais, na então fundação de ensino Eurípedes Soares da Rocha, atual Univem. No mesmo ano, fez curso de criminologia e realizou curso de estudos jurídicos, concluindo o curso de Direito em 1979.


No ano de 1981, Milton defendeu, com seu grupo musical, um festival estudantil, onde a música, a qual era intérprete, sagrou-se vitoriosa. Por esse fato, acabou perseverando neste trabalho e conseguiu gravar um disco, sendo que toda a renda obtida com a venda dos exemplares foi revertida para o compositor da letra, que era portador de necessidades especiais, hoje (in memoriam).


Em 1984 o nosso homenageado prestou concurso para a Polícia Civil do Estado do Paraná, onde ingressou em 1986, sendo que ao final do curso, por ocasião da formatura, que ocorreu nas dependências da Universidade Federal do Paraná, foi escolhido, por unanimidade, como orador da turma.


Após a formação ele foi designado para o 8º DP do Bairro Portão. No mesmo ano acabou assumindo a comarca de Alto Paraná, onde trabalhou por três anos, quando se mudou para Guaratuba, litoral do estado.


Milton foi membro atuante do Lions Clube de Alto Paraná e de Nova Esperança, sempre procurando enaltecer o nome da Polícia Civil.


Em 1989 assumiu a comarca de Nova Esperança, onde permaneceu por cinco anos, e, em virtude da perda de seu filho, de maneira trágica e já com tempo de trabalho, acabou se aposentando.


Dentre inúmeros trabalhos já realizados, destaca-se uma investigação em que foi designado pelo departamento, como delegado especial, na comarca de Alto Paraná, pertencente a subdivisão de Paranavaí. Tratava-se de um estupro seguido de morte com requintes de crueldade contra uma jove, de 12 ou 13 anos, mais ou menos. O caso estava sem solução e o inquérito já havia passado em outras mãos. Talvez fosse porque havia sido apurado que o responsável pelo crime teria sido o sobrinho do prefeito da época.


O delegado acabou concluindo o Inquérito e o réu foi denunciado. Ele foi a júri e acabou condenado a 27 anos de reclusão.


Todas as investigações feitas durante nossa atividade policial são interessantes, porém esta assim como tantas outras que deixo de citar, tiveram atenção especial, pela comoção social, inclusive o referido acontecimento foi motivo de passeatas e manifestações da imprensa falada, escrita e televisiva.


Em 1996 foi agraciado, através da associação dos Delegados de Polícia do Paraná, com o Diploma de Mérito, por reconhecimento no exercício do cargo, ao enobrecimento da classe policial civil com competência, honradez e elevado espírito cívico.


Após a aposentadoria requereu inscrição na OAB/PR e passou a exercer suas atividades como advogado em Nova Esperança e hoje em Marília-SP, onde reside. É presidente da comissão de meio ambiente da OAB/Marília há duas gestões.


Aos policiais civis digo que exerçam suas funções com dinamismo, determinação, carinho, dedicação e muita responsabilidade e que estejam sempre voltados para a excelência dos trabalhos, dando o melhor de si em prol da sociedade.


Já dizia padre Antonio Vieira em um de seus sermões: “O falar que é falar faz-se com a boca, o semear que é semear, faz-se com as mãos, falar aos ventos bastam palavras, mas para falar aos corações são necessárias obras”.


É isso que se espera de cada um de vocês policiais civis do Paraná.


Minha gratidão, meu profundo respeito e meu muito obrigado à Polícia Judiciária Civil do Paraná.



25/11/2013

Benedito Lucio de Souza é o nosso policial aposentado homenageado da semana

dr
Benedito Lucio de Souza, trabalhou na General Motors do Brasil, em São Caetano do Sul, até o ano de 1969, quando passou para o concurso de técnico de telecomunicações, na Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Formou-se em Direito em 1980 e quatro anos depois acabou sendo aprovado no concurso de Delegado de Polícia do Paraná, que na época com 78 vagas, obteve apenas 21 candidatos aprovados. Casado, 67 anos, quatro filhos e quatro netos, aposentou-se no final de 2009. Durante os anos de trabalhos prestados à Secretaria de Segurança Pública do Paraná, trabalhou nas delegacias de Capanema, em 1984, Medianeira, Campo Largo, Colombo, 1º e 3º Distritos de Maringá, Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, 2º e 7º Distritos de Curitiba, Ivaiporã, Campo Mourão, Francisco Beltrão, até encerrar a carreira como Corregedor, na área Sudoeste.


Vamos conhecer um pouco mais sobre a vida profissional do delegado Aposentado Benedito Lúcio de Souza.


O senhor obteve apoio da família quando decidiu ser policial?
Sempre.


Quais eram suas atividades como delegado de polícia?
As atividades eram de ordem administrava e operacional.


Qual a principal qualidade que um policial precisa ter? Qual defeito ele não pode ter?
Necessita de vários atributos e o principal é o amor e dedicação exclusiva à atividade, demonstrado na elevação do nome da instituição, através de seu trabalho e atitude como cidadão. Um defeito que não pode em momento algum apresentar é a tendência para a corrupção.


O senhor poderia nos contar alguma história marcante?
Seria difícil mencionar uma história, haja vista que todas as intervenções policiais têm sua importância, não devendo ser levado em conta aquela de maior repercussão na mídia. Falando em termos administrativos, lembro-me: de nossa persistência para a criação da Delegacia de Polícia do Alto Maracanã; da época que era Delegado Chefe de Colombo, sendo o primeiro Delegado nomeado daquela unidade, acompanhado do investigador Pegorini; a instalação da Penitenciária e a Seção de Criminalística de Francisco Beltrão, quando era Delegado Chefe da 19ª SDP, luta esta que teve a participação de todos segmentos da sociedade organizada. Já em termos operacionais, marcou-me muito a prisão de um dos suspeitos da morte do fiscal do trabalho de Minas Gerais, em Francisco Beltrão.


O senhor acredita em vocação policial?
Necessariamente há que existir vocação, senão o exercício da atividade é transformado numa verdadeira frustração, corroborado com o pleno fracasso.


O que mudou na Polícia Civil com o passar dos anos?
Em 1984, era uma instituição que já prestava relevantes serviços à comunidade. A dedicação dos policiais acaba superando todos os problemas que sempre enfrentamos, como a falta de efetivo e condições de trabalho não tão boas. A Polícia de hoje, conta com melhores condições para a prestação dos serviços a fim de combater a criminalidade, pois tivemos uma grande evolução nos trabalhos de investigação, através de recursos tecnológicos, como por exemplo, os trabalhos de escuta com centrais muito modernas, além dos circuitos de câmeras existentes, em grande quantidade, nos centros urbanos e rodovias.


O senhor tem uma visão diferenciada da Polícia, agora como cidadão?
A visão que temos da polícia, no dia de hoje, é que ela tem necessidade de estar mais próxima do cidadão, prestando um serviço diferenciado, principalmente quanto ao atendimento. Esta é a chave para a credibilidade da polícia. Não podemos admitir policiais truculentos e autoritários.


O senhor já teve algum arrependimento na vida profissional?
Na atividade que exerci, procurei sempre prezar pela legalidade, por isso não tenho nenhum arrependimento. Apenas lamento o fato do tempo ter se passado tão rapidamente. Se fosse possível, teria continuado por muito mais tempo nesta profissão, que tanto me trouxe prazeres.


É possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura?
Quando se escolhe a carreira policial, somos cientes dos riscos que ela trará. O policial é o profissional que adora viver perigosamente, defendendo o interesse do cidadão e lhe propiciando proteção contra criminosos. É uma função destinada para quem tem vocação para ser herói, é possível viver com prazer sabendo que sua função traz grande benefício para o cidadão de bem.


E a importância da polícia em sua vida?
Muito importante na vida profissional, pois através dela consegui obter o reconhecimento. Inclusive, recentemente, fui homenageado com o meu nome na Sala de Estudos da 19ª SDP de Francisco Beltrão, além de ter recebido, nesta sexta-feira (22), o título de cidadão honorário de Campo Mourão, onde trabalhei e exerci a presidência do Conseg, Conselho de Segurança, por quatro anos. Isto tudo me enche de orgulho por ter pertencido ao quadro de funcionários da Polícia Civil do Paraná.


Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi policial?
De poder prestar serviços da atividade policial, bem como os contatos com as pessoas que procuram as unidades, muitas vezes desesperadas, na busca de atendimento e ajuda.


Existe alguma dica que o senhor pode dar?
Devemos respeitar cada servidor, ter conhecimento de suas qualidades natas e estimulá-los para o bom desempenho de seus misteres. Precisamos entender as dificuldades e tecer elogios, buscando sempre a motivação.


O que o senhor tem feito desde que se aposentou?
Logo que me aposentei fui aclamado como presidente do Conselho de Segurança, de Campo Mourão, até este ano, onde procurei, com apoio de outras pessoas da comunidade, dar sempre o meu melhor em busca de melhor segurança pública para a sociedade. Hoje exerco a advocacia.


Quais são seus planos para o futuro?
Continuar lutando para melhorar as condições de segurança da cidade em que resido, pois atualmente sou vice-presidente do Conseg de Campo Mourão.


Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
Não gostaria de mencionar nomes, mas várias pessoas da política, entre elas vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, que estiveram na luta conosco para obter melhores condições de segurança para a comunidade.


O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
Desejo que todos os policiais civis do Paraná, em especial aqueles que junto trabalhamos, ativos ou inativos, meus mais sinceros agradecimentos por tudo que realizaram ao bem da segurança pública e que Deus os proteja!




19/11/2013

O nosso homenageado da semana é o Delegado aposentado Djalma Salles

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Casado, 67 anos, três filhos, duas netas, Djalma Salles é natural de Carlópolis-Pr. Após trabalhar por mais de 30 anos na Polícia Civil do Paraná, aposentou-se em maio de 1998. Foi ferroviário até ingressar na instituição como Comissário de Polícia. Prestou seus serviços nas Delegacias de Vigilâncias e Capturas, em Curitiba, Subdivisão de Sindicância (extinta), 4º Distrito de Ponta Grossa, Delegacia de Carlópolis, Siqueira Campos, chefiou a 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco, a Subdivisão de Transporte e Manutenção – STM, foi Adjunto da Central de Apoio e da Divisão de Investigações Criminais, chefiou a 12ª SDP de Jacarezinho, a Divisão Policial do Interior, trabalhou na Assessoria Civil da SESP, na Divisão de Telecomunicações, além de chefiar a 6ª SDP de Foz do Iguaçu e a Secretaria Executiva do Departamento da Polícia Civil.

Vamos conhecer um pouco mais sobre o delegado aposentado Djalma Salles:


Qual foi a opinião de sua família quando decidiu optou pela carreira policial?
Apesar de um pouco de receio, por ser uma profissão de risco, eles me deram apoio total.


Quais eram suas atividades como delegado de polícia?
Nas pequenas delegacias, além da presidência dos Inquéritos Policiais, por muitos anos exerci as funções de escrivão, carcereiro, investigador, etc., devido a falta de pessoal. O trabalho era intenso nas conciliações através de audiências realizadas nas delegacias de polícia, além de não deixar de praticar a assistência social. Nas repartições maiores, com mais estrutura, exerci funções mais burocráticas e gerenciava as atividades policiais.


Qual a principal qualidade que um delegado precisa ter? E o defeito que ele não pode ter?
Ser honesto, trabalhador, enérgico, humilde e saber ouvir a todos. O delegado não pode ser corrupto, impontual e prepotente.


O senhor poderia nos contar uma das histórias que mais tenham marcado sua vida durante todos os anos de trabalho?
O fato mais marcante aconteceu em Pato Branco, quando uma pessoa humilde e bem pobre queria falar com o Delegado, momento em que lhe dei toda a atenção. No dia seguinte essa pessoa voltou à SDP e presenteou-me com um saquinho de 1 kg de amendoim, afirmando ser a produção do quintal de sua casa. Este era o agradecimento por eu ter sido a primeira e única autoridade que lhe havia dado atenção.


O senhor acredita em vocação policial?
Sim, pois para ser um bom profissional, em qualquer área, há que se ter vocação para tal.


Como o senhor pode definir a Polícia Civil desde a época em que ingressou na Instituição? Algo mudou em sua visão?
A Polícia era multifuncional mas passou a ser mais específica em suas funções judiciárias.


O senhor tem uma visão diferenciada da Polícia, agora como cidadão?
Realmente há um diferencial visível, uma vez que a Polícia foi modernizada, seja através da informática, seja por outros meios e hoje realiza um trabalho mais técnico.


Durante o tempo em que o senhor atuou como policial, o senhor teve algum arrependimento?
Não tenho nenhum arrependimento, só acredito que poderia ter contribuído mais com a Instituição, especialmente pela experiência adquirida ao longo do tempo em que trabalhei, uma vez, que, não obtive o menor incentivo para continuar.


Sabemos que o trabalho policial é altamente desgastante, estressante e perigoso. É possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura?
Acho perfeitamente possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa e tranquila. Embora passasse por situações de riscos, consegui isso, exercendo minhas atividades com seriedade e respeito para com o ser humano.


O senhor poderia nos contar sobre a importância da Polícia civil em sua vida?
A Polícia Civil me ensinou a dirigir, gerenciar, delegar, somando-se a experiência adquirida com as atividades exercidas no dia a dia. No âmbito pessoal, ela me proporcionou realização, além de me trazer uma aposentadoria tranqüila e confortável, oferecendo condições materiais para o sustento de minha família.


Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi policial?
Do convívio com os amigos e da impossibilidade de ser mais útil à sociedade.


O senhor foi um policial muito querido na Instituição. Existe alguma dica que o senhor pode dar aos policiais que estão iniciando sua carreira?
Quanto ao muito querido na Instituição é bondade sua, mas acho que agir com respeito, amizade e humildade, no exercício das funções, causa uma boa impressão junto a seus pares, sem deixar de ser
enérgico.


O que o senhor tem feito nas horas vagas, desde que se aposentou?
Após minha aposentadoria retornei para minha terra natal, onde convivo com meus parentes e amigos. Minha atividade é só lazer: pescaria, futebol, reuniões com amigos (muita música), viagens,
academia de ginástica, etc.


Quais são seus planos para o futuro?
Para o futuro só penso em colaborar para realização profissional de meus filhos e netas.


Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
Sim. A todos os colegas que de certa forma colaboraram para que eu desempenhasse minhas funções, em especial, aos Delegados Rubens de Quadros Ribas e Vicente Gonçalves Amaral e a Máximo Zuchello, então Chefe da DPI, os quais me confiaram cargos de relevância em nossa Instituição, aos quais sou eternamente grato.


O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
Que todos trabalhem com esmero e respeito para com o ser humano e, quando deixarem suas atividades policiais, tenham suas consciências tranqüilas do dever cumprido.


11/11/2013

O nosso homenageado da semana é o escrivão aposentado Pedro Menck Munhoz

pedro

PEDRO MENCK MUNHOZ é natural de Astorga, interior do Paraná. Escrivão de Polícia aposentado na 1ª Classe, tem 55 anos, é casado com Maria Helena Berton Munhoz, há 28 anos, com quem tem dois filhos: Vinícius, advogado, formado pela Universidade de Maringá, e Renan, atualmente cursando ensino Técnico Profissional junto ao Pronatec.


Pedro ingressou na Polícia Civil do Paraná em 11 de outubro de 1979 e foi designado para a Delegacia de Engenheiro Beltrão, onde trabalhou entre os anos de 1980 à 1983. Passou por Astorga e se aposentou em Maringá, no ano de 2007.


Após sua aposentadoria, trabalhou por alguns meses como Gerente de Locação, em uma imobiliária, como escrivão junto à 6ª Vara Cível de Maringá e, passado alguns meses, acabou sendo convocado a retornar a ativa no Quadro da Polícia Civil do Paraná, haja vista que o Tribunal de Contas havia rejeitado a sua aposentadoria, assim como a de centenas de outros policiais.


Apesar de já trabalhar em outra empresa, Pedro acabou voltando a ativa na Polícia e com apoio e a amizade do amigo Rubens Augusto Monteiro Weffort, pode voltar ao Cartório Distribuidor após 16 meses de trabalhos prestados à Polícia Civil, na 9ª SDP de Maringá e na Delegacia de Estelionato e Acidentes de Trânsito.


Antes de ingressar na Polícia Civil, Pedro foi bancário, no Banco Noroeste do Estado de São Paulo. Após demissão em massa, um grande amigo, policial Cainelli, então chefe do Detran em Astorga, lhe falou sobre as inscrições para o concurso da Polícia Civil do Paraná e, com total apoio da família, acabou ingressando como escrivão de polícia em 1979.


Pedro se lembra de como foi bem recebido pelo saudoso delegado Eloi Paglione, que lhe tirou várias dúvidas a cerca da atribuição do cargo de escrivão.


Após ser aprovado no concurso, ele precisou interromper o curso de Química que fazia, para participar do curso de formação da Escola Superior de Polícia. Seus planos de retornar aos estudos após o curso acabaram não logrando êxito, visto que sua primeira lotação foi na cidade de Engenheiro Beltrão.


Durante aos anos de trabalho, exerceu não tão somente as atividades de escrivão, visto que na época que assumiu os trabalhos em Engenheiro Beltrão, não havia outro Policial Civil na cidade.


Como qualidades essenciais para um escrivão, ele qualifica a honestidade e a justiça, enquanto desagrada-se com o servidor que busca escolher o trabalho que quer ou não fazer e é desonesto.


Quando relembra os anos de trabalho, lhe vem a memória uma história marcante: foi um “linchamento” ocorrido em Astorga. O caso resume-se em um taxista que foi tomado de assalto, em Londrina, e mantido como refém no porta-malas de seu veículo, até que o capô do táxi, um monza, acabou se abrindo e ele saltou do veículo em movimento.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu fugir e pedir ajuda da polícia, que logrou êxito em prender os marginais. Já na delegacia, enquanto ocorria a lavratura do flagrante, dezenas de motoristas do Rádio Táxi de Londrina chegaram ao local e, numa ação muito rápida, moradores se juntaram a eles e, mesmo após a interdição da delegacia, realizada pelos policiais, as mais de cem pessoas conseguiram arrebatar os assaltantes e com extrema violência, passaram a espancá-los. Até os policiais que estavam no local e tentaram impedir a ação dos populares, acabaram sendo agredidos e insultados pela multidão polvorosa. Foi necessário a intervenção de diversos policiais da região para que os acusados não fossem mortos. Eles acabaram sendo encaminhados para a cidade de Maringá, onde após receberem atendimento médico, foram autuados em flagrante, numa situação lamentável, mas muito real.


Quando falamos em vocação policial, o aposentado diz acreditar nela, pois apesar de nunca ter pensado em fazer pate deste quadro, procurou ser um policial exemplar, sempre na busca do melhor para a sociedade, com muito zelo e amor.


Pedro olha para o passado e vê que a Polícia tem evoluído muito a cada dia: são novas pessoas no quadro funcional, novas idéias, viaturas, combustível, armas, munições e um salário digno. Ele se recorda da época, que para transportar um preso para a capital, era necessário o uso de ônibus coletivo comum, visto que os recursos eram mínimos.



Seu único arrependimento foi o de não ter conseguido concluir um curso superior e de não ter se dedicado mais à família em todo esse tempo. Muitas vezes precisou deixar a família em segundo plano e, posteriormente, acredita que não teve o mesmo retorno da Instituição, visto que ao se aposentar, com mais 33 anos de bons trabalhos prestados, sem nenhuma anotação de desabono, foi classificado como nível “7”.


Pedro acredita que, embora o trabalho policial seja altamente desgastante, estressante e perigoso, é possível exercer a atividade e viver de forma prazerosa, tranqüila e segura. A forma de alcançar esse objetivo é a maneira com que cada pessoa tem de ver a vida, seja interagindo com a comunidade em que trabalha, prestando bons serviços, ser educado, honesto, prestando bom atendimento policial e social e envolver-se com pessoas de bem.


Apesar de nunca ter pensado ou sonhado ingressar nessa carreira, tenho muito orgulho de ser um Policial Civil. Fui reconhecido por todos os superiores com quem trabalhei e até hoje recebo frutos do bom trabalho realizado, ouço elogios de gratidão pelos serviços prestados, o que torna prazeroso a sensação de dever cumprido.


Apesar dos momentos altos e baixos, que passou durante o exercício de suas funções, Pedro agradece o apoio incondicional de sua esposa, que foi e é sua companheira eterna, sempre lhe dando suporte e fazendo papel de mãe e de pai, quando de sua ausência. Foi desta forma que foram criados seus dois filhos, que são suas jóias preciosas.



A sua dica, como policial veterano, aos policiais de início de carreira é: Dediquem-se diuturnamente ao trabalho e, caso sintam-se insatisfeitos, partam para outra atividade, pois o serviço é agradável quando você se sente bem, caso contrário, você se tornará uma pessoa revoltada, rancorosa e amarga.


Seus agradecimentos, em especial, vão para o delegado Maurício de Oliveira Camargo, que além de amigo pessoal, foi o primeiro delegado com quem trabalhou, que lhe ensinou muita coisa que pode levar além da sua vida profissional. Um delegado atuante, honesto, trabalhador e muito inteligente, digno de elogios por todos que o conhecem.


Para finalizar Pedro diz que tem muito orgulho de ter feito parte da Polícia Civil do Paraná e se sente orgulhoso de ter cumprido todos os seus deveres. Ele agradece a Deus, à Família e a todos os amigos e companheiros que o ajudaram no desempenho de suas funções e deixa a seguinte mensagem: “continuem a zelar e honrar o lema da Polícia Civil - “SERVIR E PROTEGER”.




29/10/2013

Escrivão e Delegado de polícia aposentado, o nosso homenageado da semana é Joél Bino de Oliveira

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Joél Bino de Oliveira é casado com Marcilene Piccini Hidalgo de Oliveira, 56 anos, natural de São Paulo - Capital, porém, reside desde os quatro anos de idade, na cidade de Curitiba. Trabalhou na Polícia Civil do Paraná por 22 anos, sendo 7 deles como Escrivão e 15 como Delegado de Polícia.
Após ingressar na polícia, como escrivão, por insistência e incentivo da mãe, acabou se apaixonando pela carreira policial e veio a tornar-se, mais tarde, um delegado.
Oliveira aposentou-se em março de 2009, após trabalhar a maior parte do tempo na capital e região metropolitana de Curitiba. Apenas enquanto escrivão, trabalhou na cidade de Santo Antônio da Platina, período em que cursou Faculdade de Direito, em Jacarezinho. Antes de se aposentar, na época, no 1º Distrito da Capital, trabalhou nas Delegacias de Almirante Tamandaré, Araucária, Piraquara, Pinhais, 10º Distrito Policial, 11º Distrito Policial, Delegacia de Acidentes de Trânsito, 12º Distrito Policial e Delegacia de Homicídios.

O que um delegado precisa necessariamente ter?
Na minha opinião é o hábito de leitura, digo isto, pela necessidade de ler os autos e despachar nos inquéritos, algo que ultimamente está sendo deixado de lado, muitos deixam os autos a mercê dos Escrivães que despacham o que querem cumprir e quando querem cumprir, por isso, os inquéritos ficam as vezes indo e vindo do fórum por muitos anos sem a devida conclusão.


O senhor poderia nos contar uma das histórias que mais tenham marcado sua vida durante todos os anos de trabalho?
Foram tantas estórias que marcaram minha vida como policial, mas uma delas se destacou: Foi uma investigação na cidade de Almirante Tamandaré, no ano de 1996, onde em uma determinada manhã, os policiais encontraram um veículo com uma pessoa morta em seu interior e com sinais de várias perfurações de tiros. Logo que os policiais encontraram o carro, aproximou-se um jovem, de aproximadamente 17 anos, que passou a relatar que havia presenciado o crime, que teria ocorrido após um desentendimento entre três pessoas. O jovem informou que um rapaz que havia atirado na vítima, também teria alvejado uma segunda pessoa, que estaria internada no Hospital Evangélico de Curitiba. Como o rapaz internado também tinha passagens pela polícia e teria participação no crime, conforme relato do adolescente, fui até o hospital e, apesar de estar baleado, o atuei em flagrante delito.
Após conversar novamente com o garoto, ele acabou indicando o autor dos disparos que levaram a vítima à morte, cujo nome fictício era José Carlos da Silva. Durante buscas por esse rapaz, na companhia do menor, este acabou apontando um homem, no interior do terminal do Cachoeira, em Almirante Tamandaré, que afirmou ser o autor dos disparos.
O homem foi detido e levado para a delegacia para prestar esclarecimentos.
De acordo com o menor, aquele era o homem que estava no interior do veículo e teria atirado contra as vítimas, mas, em contrapartida, o acusado, categoricamente, dizia que não tinha nada a ver com o crime, que não conhecia o menor e muito menos os envolvidos. Ele falava com tanta convicção, que me deixou em alerta.
Eu precisava tomar uma decisão e autuá-lo em flagrante por homicídio, mas uma dúvida pairava sobre mim. O rapaz dizia que eu poderia prendê-lo, que ele não devia nada e que não poderia confessar algo que não sabia.
Confesso que fiquei sem saber o que fazer, tentei a acareação e foi um bate boca daqueles.
Pensei que seria preciso pedir um exame de parafina nas mãos do acusado para ver se ele havia manejado arma de fogo, mas isto iria levar muito tempo. Ponderei com o adolescente por várias vezes sobre a grave acusação que estava fazendo e suas consequências, mas ele estava irredutível.
Foi quando o adolescente disse que o acusado tinha uma namorada em Itaperuçu e então uma luz surgiu ao fundo do túnel. Pedi à equipe que fosse localizá-la para que ela tirasse as nossas dúvidas, porém, ela não estava na casa, mas sua mãe atendeu e entregou uma foto do homem e um documento que ele teria deixado lá e, pasmem, o nome do verdadeiro culpado também era José Carlos dos Santos. Quando olhei a fotografia custei acreditar, tal era a semelhança entre eles, por isso, o menor o acusava. Ele foi salvo pelo gongo e o verdadeiro culpado foi preso mais tarde, após investigações. A semelhança entre eles era incrível.
O principal é que não se cometeu uma injustiça colocando atrás das grades uma pessoa inocente.

O senhor acredita em vocação policial?
Mesmo que as vezes ela é descoberta por acaso, como foi o meu caso, acredito, pessoas que não tenham a vocação e mesmo assim entram na polícia, tendem a prejudicar a Instituição, seja pela inércia, pela falta de tirocínio, ou mesmo pela falta de honestidade, sem falar que muitas correm sério risco de morte por não conseguirem se preparar para exercer a função que é árdua.


Como o senhor pode definir a polícia civil no tempo em que o senhor ingressou na Instituição até o momento de se aposentar? O que mudou na sua visão?
As mudanças ocorrem em qualquer Instituição e não poderia ser diferente na Polícia Civil. A tecnologia avança, a qualidade da mão de obra acompanha, tínhamos uma polícia um tanto violenta, que pouco respeitava os direitos humanos, com métodos investigativos oriundos de uma ditadura militar, porém, os tempos mudaram, o conceito de Direitos Humanos se expandiu universalmente, com uma fiscalização mais abrangente no meio policial, uma nova geração de policiais agora com terceiro grau, veio abrilhantar a carreira policial, hoje, vemos um caso ou outro de policiais que extrapolam as leis, mas no geral, procura-se investigar de acordo com a lei. Acredito que a globalização trouxe meios de comunicação mais rápidos, o que beneficiou muita gente, sem falar na tecnologia da informática que tirou o véu dos princípios arcaicos de investigação, hoje, em minutos você consegue a identificação e a vida pregressa de um delinquente, quando antigamente tinha se uma ficha criminal arquivada em arquivo de aço.


O senhor tem uma visão diferenciada da Polícia como cidadão?
Não consigo ter uma visão diferenciada da polícia, agora, depois de aposentado, não sei se por que faz apenas quatro anos que estou afastado, pouco tempo, mas apesar de estar inativo no meio policial, estou constantemente lendo notícias sobre crimes e acompanhando o andamento do que acontece com meus pares, por vezes, em contato com um ou outro amigo policial, parece até que estou lá vivendo as mesmas emoções de antes, não mudou muito para mim por enquanto.


Durante o tempo em que o senhor atuou como policial, o senhor teve algum arrependimento?
A profissão de policial civil não é para qualquer um, mas como disse, para quem tem vocação é apaixonante, por isso, jamais me arrependi de ter entrado na carreira, apesar de alguns dissabores ocorridos durante a jornada, talvez injustiças sofridas, mas isto são as pessoas que praticam, a Instituição em si é maravilhosa, sem arrependimentos.


Sabemos que o trabalho policial é altamente desgastante, estressante e perigoso. O senhor acredita ser possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura? De que forma isso é possível?
A profissão de policial civil é perigosa como disse, vimos alguns amigos tombarem diante dos criminosos e isto dói, mas por outro lado, a profissão é apaixonante, você se envolve de uma forma que trabalha com prazer, claro tem que se cuidar, ser meticuloso nos seus atos, sempre pensando que pode acontecer o pior, mas acredito ser possível viver uma vida normal, prazerosa, porque a gente faz aquilo que gosta, tipo jogador de futebol. Precisa ter jogo de cintura nesta profissão, não querer se herói, agindo sempre com as cautelas necessárias.


Qual a importância da Polícia civil em sua vida?
A atividade policial foi uma alavanca na minha vida pessoal e profissional, foi depois que entrei na polícia que decidi que tinha que estudar, daí surgiram novos horizontes em todos sentidos, financeiros, profissionais e com ajuda de Deus, as coisas foram acontecendo dentro das metas planejadas.


Do que o senhor mais sente falta?
Acredito ter encerrado um ciclo na minha vida com a minha aposentadoria, a atividade policial me atrai, mas a vida anda e novos horizontes nos convidam para outras direções. Diria, foi bom enquanto durou, foi excelente, sinto falta das muitas amizades que conquistei na Instituição, mas acredito que deixei espaço para os novos policiais que ai estão trabalhando para darem continuidade e preservarem o bom nome da Polícia Civil.


Existe alguma dica que o senhor pode dar aos policiais que estão iniciando sua carreira?
Acredito ter sido um policial querido na Instituição, apesar de você nunca conseguir agradar a gregos e troianos, tenho a consciência tranquila de nunca ter prejudicado alguém, como também, não guardei mágoas, cumpri a lei, ajudei dentro das possibilidades, quando não pude ajudar não atrapalhei, saí com a cabeça erguida e dever cumprido. Dica para os novos, procure sempre fazer justiça, mesmo que não consiga, mas na sua consciência você tentou.

O que o senhor tem feito nas horas vagas, desde que se aposentou?
Nas horas vagas escrevo romances e poesias.


Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
Conquistei muitos amigos na Polícia Civil, mas sinto-me honrado em especial ser amigo do Doutor Rogério Antonio Lopes, pessoa que considero, admiro pela capacidade intelectual, cuja trajetória acompanhei desde os tempos acadêmicos. Espero que continue sempre assim, pondo em prática seus projetos e conquistando seu espaço que é uma consequência de suas atitudes. Forte abraço.


O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
Aos policiais civis do Paraná. Viva a vida na Polícia Civil, mas não se esqueça da família que é a base de sustentação para qualquer policial, ame, chore, sorria, perdoe, divirta-se, procure lazer e principalmente, tenha um “hobby”.



23/10/2013

Escrivão aposentado Dorival Pizzani Rompato é nosso homenageado da semana

Dorival

Natural de Nossa Senhora das Graças – Pr, casado, 57 anos de idade, pai de duas meninas, Fernanda e Bruna, Dorival Pizzani Rompato passou sua infância e adolescência na cidade de Umuarama, onde foi seminarista por cerca de 7 anos. Cursou Filosofia, na Pontifícia Universidade Católica de Curitiba, e Teologia, até desistir no 4º ano.
Foi professor em colégios de Curitiba por três anos, até ingressar na Polícia Civil do Paraná em 1985, como escrivão de polícia, graças a dois companheiros de república que lhe falaram sobre as inscrições para o concurso.
Após atuar por 27 anos na Polícia Civil do Paraná, Dorival se aposentou em 02 de abril de 2012, após trabalhar nas Delegacias de Faxinal, entre maio de 1985 à abril de 1999, em Guaratuba, de abril de 1999 à setembro de 2011 e, em Matinhos, de outubro de 2011 à abril de 2012.

Quando o senhor decidiu ingressar na Segurança Pública, qual foi a opinião de sua família?
R: Minha família somente tomou conhecimento quando já havia ingressado na carreira, tendo demonstrado certa preocupação por tratar-se de profissão de risco.

Quais eram suas atividades como escrivão de polícia?
R: Sempre fui escrivão, nunca exerci exclusivamente outra função. Todavia, quando trabalhei na comarca de Faxinal, acabei atuando também como perito, indo até os locais de crime e elaborando autos de levantamentos de locais, sempre assinados por duas pessoas idôneas, razão pela qual elaborei todo e qualquer tipo e auto de levantamento de local.

Qual a principal qualidade que um escrivão precisa ter? E o defeito que ele não pode ter?
R: Em primeiro lugar caráter, consciência de sua responsabilidade, tratamento respeitoso com os companheiros de trabalho e principalmente com todos os cidadãos que procuram a entidade.

O senhor poderia nos contar uma das histórias que mais tenham marcado sua vida durante todos os anos de trabalho?
R: Foram inúmeras. Algumas legais, outras horrendas. Lembro-me de um acidente ocorrido entre Faxinal e Borrazópolis, quando em um declive soltou-se o rodado traseiro de uma carreta, atingindo vários trabalhadores do DER, que faziam a limpeza de uma canaleta, vitimando fatalmente no local cinco trabalhadores e ferindo outros tantos. Esse local foi atendido por mim e pelo Dr. José Antonio Lucchesi, então delegado de Faxinal.

O senhor acredita em vocação policial?
R: Sim, acredito. Embora a minha vocação fosse outra. Ocorre que após ter sido nomeado, fiz da profissão de Escrivão de Polícia a minha vocação. Foi muito gratificante.

Como o senhor pode definir a polícia civil no tempo em que o senhor ingressou na Instituição até o momento de se aposentar? O que mudou na sua visão?
R: A Polícia Civil, pra quem conhece e vivenciou, é uma instituição honrada, que deveria, como um todo, ser mais reconhecida pelos nossos políticos. O que melhorou, foi a qualificação intelectual de seus integrantes, pois hoje quase não existem “brucutus”. Ou seja, o trabalho policial não se faz com truculência, mas com inteligência e paciência.

O senhor tem uma visão diferenciada da Polícia, agora como cidadão?
R: Não tenho, a minha visão continua sendo a mesma. Sempre procuro defendê-la quando ouço alguém desinformado fazer críticas.

Durante o tempo em que o senhor atuou como escrivão, o senhor teve algum arrependimento?
R: Não tenho nenhum tipo de arrependimento e faria tudo de novo.

Sabemos que o trabalho policial é altamente desgastante, estressante e perigoso. O senhor acredita ser possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura? De que forma isso é possível?
R: Sim, acredito que podemos exercer a atividade policial de forma prazerosa, embora a pressão que é própria e peculiar, mas apenas quando se trabalha com amor e não como um peso, um sacrifício.

O senhor poderia nos contar sobre a importância da Polícia civil em sua vida? Profissional e pessoal?
R: Sim. Hoje o que sou como homem, como profissional, devo muito a Polícia Civil do Paraná, porque foi na Polícia que vivi a metade de minha vida.

Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi policial?
R: O que mais sinto falta é do próprio ambiente de trabalho.

O que o senhor tem feito nas horas vagas, desde que se aposentou?
R: Aposentei-me como Policial, entretanto, continuo trabalhando como professor no curso de Direito da Faculdade do Litoral Paranaense – ISEPE – Guaratuba e no Instituto de Ensino Superior - ISULPAR – Paranaguá.

Quais são seus planos para o futuro?
R: Continuar sendo professor e usufruir da aposentadoria, fazendo tudo aquilo gosto e, muitas vezes não podia em decorrência da falta de tempo quando em atividade na Polícia.

Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
R: Foram tantas pessoas que precisaria de várias laudas para mencioná-las. No entanto, existem aquelas das quais eu jamais poderia deixar de me lembrar. São estas: Benedito dos Santos, Jorge Luiz Wolker, Gerson de Almeida Santos, Odir Odilon Bittencourt, Edilson Ribeiro e Jorge Luiz da Silva Matos.

Existe alguma dica que o senhor poderia dar aos policiais que estão iniciando sua carreira?
R: Sejam responsáveis, honestos e coloquem sempre como prioritário aquele que lhe procura, seja no local de trabalho, em sua residência, onde for, porque o policial não é só policial no local de trabalho, mas em qualquer e em todo local que estiver.

O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
R: Existem muitas pessoas inconvenientes, mas nunca deixem de atender uma pessoa no momento que ela lhes procura, pois é naquele momento que está te procurando, que ela mais precisa de vocês. Isto é, estejam sempre prontos para servir, seja quem for, principalmente o mais humilde.



14/10/2013


O nosso homenageado da semana é o Delegado aposentado Altino Remy Gubert Junior

Altino Remy Gubert Junior nasceu em Palmas em 30/03/1955. É filho de Altino Remy Gubert e Lays Fistarol Gubert e casado com Virginia Maira Wordell Gubert. Tem três filhos: Marcelo Wordell Gubert, Diego Wordell Gubert e Maina de Angelis Wordell Gubert, além de dois netos: Gabriel e Rafael. Trabalhou como Delegado de Polícia em Curitiba, Barracão, Guaíra, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e em Medianeira, onde em julho de 2003 aposentou-se, passando a exercer a profissão de advogado.

Altino

Conhecendo um pouco da história do nosso homenageado


Altino concluiu a Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Paraná em 1975 e em 1980 graduou-se pela Faculdade de Direito de Curitiba. Através de Concurso Público, ingressou na carreira de Delegado, concluindo a Escola de Polícia em 1º lugar. Altino também realizou pós-graduação em Direito Penal na Univel em 2003.


Como Oficial da PM trabalhou como professor de 1978 até 1982, lecionando Relações Públicas, Metodologia de Ensino, Noções de Direito, Direito Penal, Processo Penal Militar e Informações.


Aposentou-se na Polícia Civil do Paraná em junho de 2003, como delegado 2ª classe e passou a advogar (OAB 35.545) em Medianeira até o ano de 2011, quando se mudou para Cascavel. Em junho de 2008 teve que retornar ao trabalho na Subdivisão de Cascavel, onde trabalhou por mais um ano e em agosto de 2009 retornou a aposentadoria. Por entender ser injusto uma promoção para 1ª classe, saiu um mês antes de promoção.


Informações profissionais


Ajudou a Instalar o 4º e 5º Distrito Policial no Rincão, São Francisco e Três Lagoas em Foz do Iguaçu;
Foi Presidente do Comitê de Segurança de Foz do Iguaçu;
Instalou, com apoio de voluntários, a Delegacia do Adolescente de Foz;
Como delegado do 2º Distrito de Cascavel conseguiu, junto com a Comunidade,,instalar o Policiamento Comunitário de Segurança, que melhorou os problemas de criminalidade nos bairros Tropical, Cristal, Alto Alegre, Coqueiral, Palmeira, Sta. Cruz e Parque Verde, nos anos de 1990 e 1991;
no 1º Distrito Policial de Foz do Iguaçu colaborou com a redução dos índices criminais, criando o distrito itinerante. Quando em barracas de campanha deslocava-se nos bairros do Distrito fazendo operações. Para isso, elaborou o Jornal do Distrito para divulgar dados sobre a segurança da área de cobertura tendo grande aceitação;
Em Medianeira colaborou com a redução da criminalidade, trazendo tranquilidade à Comunidade até os dias de hoje;
Foi Presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Medianeira e Assessor Jurídico da Câmara de Vereadores de Medianeira;
Incrementou a criação das Associações de funcionários da Polícia Civil de Cascavel, Foz, Ponta Grossa e Medianeira.



Informações extra-curriculares:


Sócio do Lions Clube de Barracão em 1983;
Secretário do Rotary Clube de Guairá em 1983, além de presidente da avenida de serviços internos e presidente entre 2000 e 2001;
Sócio do Rotary Clube de Medianeira onde foi presidente na gestão 2003/04;
Fundador do Rotary Clube de Medianeira - Caminho do Colono em 2008, onde foi secretário e tesoureiro;
Foi Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Tiro Prático e Presidente da Federação Paranaense de Tiro Prático por três vezes;
Foi Diretor de Tiro do Oeste Paraná Clube e do Medianeira Country Clube;
Foi Presidente da Sociedade Esportiva Caça e Pesca Guairacá de Cascavel 1988/1989;
Realizou vários Cursos de Tiro para formação de atletas de Tiro Esportivo, nas cidades de Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Medianeira;
Foi Presidente do Grupo de Esperanto de Foz do Iguaçu e Medianeira onde ministrou vários cursos;
Elaborou a Letra do Hino da Escola de Formação de Sargentos da PMPR;
Membro da Associação de Basquete Veteranos de Foz do Iguaçu e Cascavel;
É membro da Associação de Basquete de Foz do Iguaçu;
Membro e criador da Associação de Basquete Master de Cascavel;
Diretor da Web TV Nova Consciência de Cascavel;
Penta campeão brasileiro de tiro Policial pela equipe da Polícia Civil do Paraná;
Em sua gestão no Rotary Foz do Iguaçu instalou o Banco de leite humano e o Museu de Foz do Iguaçu;
Criador da Gazeta Espírita e da Gazeta do Tiro;
Atualmente professor do ISEPE RONDON onde leciona matérias de Medicina Legal, Criminalística e Direito Penal/Especial;
Sócio do Rotary Clube Cascavel Paz e Palestrante espírita.



Quando o senhor decidiu ingressar na Segurança Pública, qual foi a opinião de sua família?
Ingressei com 17 anos na PM-PR, sempre apoiado pela família e face muitos conterrâneos fazerem parte dela e em 1982 ingressei na Polícia Civil.


Quais eram suas atividades como Delegado de polícia?
Atividades gerais de autoridade policial e principalmente tentando gerenciar os policiais, suas famílias e procurando dar um atendimento “vip” para as pessoas que procuravam a nobre Instituição, tanto é que no 1º DP de Foz fizemos um desenho de Madre Tereza de Calcutá com os dizeres: “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. Na Delegacia do Adolescente de Foz coloquei uma frase de Lins e Vasconcellos: 3 coisas são importantes para um adolescente: Família, Religião e Escola.


Qual a principal qualidade que um delegado precisa ter? E o defeito que ele não pode ter?
honestidade, bondade e verdade.


O senhor poderia nos contar algo que tenha marcado sua vida durante os anos de trabalho?
Tivemos vários casos, mas sempre cito que consegui convencer os policiais a “zerar” a criminalidade das regiões do 2º DP de Cascavel, 1º DP de Foz e em Medianeira.


O senhor acredita em vocação policial?
Com certeza e conheço várias pessoas bem realizadas na vida civil que ingressaram na PC por vocação e estão prestando grandes serviços policiais.


Como o senhor pode definir a polícia civil no tempo em que o senhor ingressou na Instituição até o momento de se aposentar? O que mudou na sua visão?
A concepção Investigar é perene e passa pela vocação, preparo e dedicação. Os policiais de ontem e os de hoje tem isso. O problema passa pela administração, quando o Estado impõe seu modus operandi, uns de um jeito, outro de outro e, às vezes, com dificuldades de meios, estrutura e ideias.
Veja que em 1988 já escrevi sobre segurança, defesa pública, mudanças de concepções policiais e até enderecei para a imprensa e autoridades da época. Mas nem leram, acredito eu. Mesmo assim, ainda com velha roupagem daquela época, encontra-se no meu blog: argubert.wordpress.com


O senhor tem uma visão diferenciada da Polícia, agora como cidadão?
Não tenho visão diferenciada da Polícia. Tenho uma nova idéia sobre Polícia, mas o conteúdo de prevenção e investigação sempre será o mesmo. O que tem que mudar é a estrutura arcaica da legislação penal e processual penal. Sou de opinião, por exemplo, que a autoridade policial possa julgar em primeira instância sob a batuta do contraditório e incontinenti (na delegacia) os casos apenados até 4 anos. Passaria para investigação só os casos onde não se conseguiu dados e provas.


Durante o tempo em que o senhor atuou como policial, o senhor teve algum arrependimento?
Meu lema sempre foi: fazer com o mínimo o máximo. Na verdade esse é o lema da Polícia Civil. Sempre estamos agindo com dificuldades de meios, pessoal, atendendo além da conta. Meu arrependimento seria de ter agido assim e “forçado” os policiais a trabalharem dessa forma.


É possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura?
Com treinamento, envolvimento dos policiais na comunidade, não fazer o que a lei não manda, viver com a família, participar de associações para integração com os policiais e troca de experiências, etc. Além é claro de valorização policial. O policial tem que ser honesto, lutar por isso e impor-se na sociedade.


Qual a importância da Polícia civil em sua vida?
A Polícia Civil, centenária, nos oferece oportunidades para crescimento pessoal e profissional. Por isso hoje, mesmo aposentado há 10 anos, sempre vendo a imagem da Polícia Civil de uma forma bastante positiva. Ela não está errada e, se tiver alguém errado, sou eu.


Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi policial?
Da possibilidade de ajudar as pessoas e os policiais. De prestar serviços à comunidade.


O senhor foi um policial querido na Instituição. Existe alguma dica que o senhor pode dar aos policiais que estão iniciando sua carreira?
Se é assim, foi porque busquei ser amigo dos policiais e tentei formar um bloco pró Polícia fazendo com que todos nós deveríamos zelar pela Instituição, buscar zerar a criminalidade e nos unir através de associações para interagirmos melhor. Por isso fomentei a idéia de criar as Associações de Funcionários e Amigos da Polícia Civil de Foz, Ponta Grossa, Cascavel e Medianeira.


O que o senhor tem feito nas horas vagas, desde que se aposentou?
Pratico basquete, futebol de campo, tiro prático, corridas, estou atuando como advogado, mas atualmente de forma reduzida, tenho ministrado aulas de direito em Mal. Cândido Rondon no ISEPE, realizado palestras espíritas, ajudo a administrar a TV Nova Consciência Web, pratico bastante leitura, facebook, participo do Rotary Clube, além de ser candidato da Confederação Brasileira de Tiro Prático como Vice Presidente Sul.


Quais são seus planos para o futuro?
Ajudar a instalar a nova Polícia do Paraná e fazer mestrado na área de direito.


Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
A todos os combatentes (aposentados e da ativa) que mantem o pundonor policial civil; que realizam treinamentos físicos e de tiro para se manterem em forma; os que se instruem para bem desenvolver suas funções e os que participam da comunidade elevando o nome da gloriosa Polícia Civil.


O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
Vamos ser fortes e reforçar cada vez mais a atuação policial com honestidade, conhecimento e denodo, compreendendo que a missão policial é nobre e importante. Tanto é que outras Instituições buscam realizar nossa missão. Somente a união nos deixará fortes. Para isso precisamos participar da Política, precisamos de policiais lutando pela nossa classe.



08/10/2013

Delegado aposentado Dr. Mariano Petrunkom é o nosso homenageado da semana


MARIANO PETRUNKOM é nascido no município de Joaquim Távora – Paraná, em 02 de agosto de 1943. Filho de Wladislau Petrunkom e de Helena Petrunkom (lavradores),”in memorian”, é casado com Nelice Jorge Alves Petrunkom e tem três filhas: Giovana, Marilice e Priscilla. As duas mais velhas são casadas, sendo que uma delas está grávida e espera um garoto (neto) para dezembro próximo e a terceira ainda é uma jovem com 18 anos, estudante. Petrunkom descreve uma família muito feliz que sempre lhe deu apoio no trabalho, apesar da profissão de risco.

doutor Mariano

Vamos conhecer um pouco mais sobre o Delegado aposentado, Dr. Mariano Petrunkom.


Antes de ser policial, trabalhei em um cartório de Registro Civil e tabelionato numa pequena cidade do interior, enquanto fazia o curso de Letras (Anglo Portuguesas), mas sempre com o sonho de ir em buscas de novas conquistas. No ano de 1975, parti para a capital do Estado (Curitiba), onde passei a trabalhar em um cartório, desta vez, Tabelionato, mas não muito satisfeito, ingressei em outro cartório, o de Registro de Imóveis, também em Curitiba. Com o decorrer do tempo, surgiu o concurso para a Polícia Civil e resolvi fazer. Em 14 de outubro de 1976, ingressei na carreira policial, como escrivão de polícia, ficando um tanto apreensivo, chegando daí a consultar meus familiares sobre esse tipo de trabalho, sendo que recebi total apoio do meu pai e, como líder da família, me incentivou dizendo: vá em frente.

Fui designado inicialmente para o 8º Distrito Policial, no bairro Portão, quando fui convocado para fazer o curso na Escola da Polícia Civil. No início de 1976 fui designado para a Delegacia de Polícia de Sengés, pois, como era de praxe, os calouros e novatos, trabalhavam inicialmente no interior, por força do estatuto da Polícia Civil. Naquele tempo, para se fazer uma ligação telefônica de Sengés para outros lugares, inclusive para a capital, era necessário ir ao Posto telefônico da cidade, pois ainda não havia telefone naquela Delegacia. Quanta dificuldade.

Apesar de tudo, como passei a gostar de exercer essa atividade, resolvi fazer o curso de Direito e no ano de 1990, fui aprovado para o cargo de Delegado de Polícia, sendo então designado para a cidade de Arapoti, como minha primeira Comarca, como Delegado. Lá permaneci por 13 anos, efetuando um bom trabalho e deixando uma boa imagem. Apesar das dificuldades com falta de pessoal, tínhamos o apoio da Polícia Militar, que também trabalhavam nas Delegacias.

Nesse transcorrer de tempo, fui removido para Ponta Grossa, onde fui adjunto por algum tempo, trabalhando também em Piraí do Sul, Sengés, atendendo as comarcas de Jaguariaíva, Castro, Palmeira e Ipiranga, com plantões em Ponta Grossa, vindo a aposentar-me no dia 31 de julho deste ano, como Delegado de Polícia, 2ª. Classe.

Durante meus trabalhos em Delegacias, não posso deixar de esclarecer, que apesar de ser o Delegado, sempre considerado o chefe, exerci as mais diversas atividades, tais como: escrivão, auxiliar de carceragem e até zelador, isso tudo para que os serviços fluíssem, o que não me envergonho em relatar, porém, em todos os lugares em que trabalhei, sempre deixei uma ótima imagem de bom policial.

Na época em que a Polícia Civil recebia apoio da Polícia Militar, nas delegacias, ocorreu um dos episódios mais interessantes que marcaram minha carreira. Numa certa ocasião, o Comandante da Polícia Militar, me procurou para interceder sobre a chefia de sua corporação porque ele havia recebido ordens para que os policiais da PM se retirassem das Delegacias e, no seu entendimento, ele não queria sair com sua equipe.

Entrei em contato, através do telefone, com o superior dele, mas a informação foi a mesma. Os Policiais Militares não queriam deixar a delegacia, visto que havia ótimo entrosamento de trabalhos, tanto por parte da Civil quanto da Militar. Apesar deles realmente serem tirados desta função, os trabalhos prosseguiram sempre em conjunto. Foi nesta época, que alguns policiais civis foram designados para a continuação dos trabalhos, mas com menos policiais, dificultou-se assim a execução dos nossos trabalhos de polícia judiciária.

Quando se fala em vocação, acredito que, um dos pontos significativos seria a escolha da área profissional, com a busca do seu ideal de trabalho. Durante os acontecimentos da minha vida, lembro-me de um fato que acabou me levando a ser um policial até o dia de me aposentar.

Na época, um ex-patrão da cidade do interior, onde trabalhei até me mudar para a capital, havia ido até Curitiba para falar comigo sobre a possibilidade de retorno para a iniciativa privada com ele, possibilidade essa, que fatalmente eu iria aceitar. Mas quando faltava muito pouco para que ele chegasse até mim, ele acabou sofrendo um acidente e por isso fomos impedidos pela “vida” de conversarmos. Graças a isso, acredito que a minha vocação estava se iniciando por ali.

Não poderia deixar de relatar aqui um fato que considerei bastante preocupante, como vou citar: Em uma de muitas, de minhas missões, no decorrer dos trabalhos, recebi a incumbência, via judicial, de juntamente com a PM, proceder a remoção de um preso de alta periculosidade que havia sido detido, por força de um mandado de prisão preventiva, em uma cidade do interior do Estado de São Paulo, vizinha com o Paraná até a localidade em que trabalhei.

O detido, após ser condenado e conduzido para a Penitenciária central do Estado, tempos depois, dali se evadiu e acabou indo para uma das cidades de Mato Grosso, de onde efetuou uma ligação, me ameaçando de morte. Fiquei um tanto preocupado, mas o tempo foi passando, passando, até que certo dia, quando eu chegava em uma padaria, acabei me deparando, ainda na porta de entrada, com aquele homem, enquanto ele conversava com alguns amigos. Na hora pensei, agora, seja o que Deus quiser, não posso voltar, e então entrei, fui em direção a eles, e os cumprimentei, tanto a ele, quanto a seus amigos e foi quando ele me olhou, sorriu e disse: “voltei para morar novamente com minha família” e então eu respondi: seja bem vindo, cumprimentei os demais e tudo se normalizou, quando saí daquele local, pensei: ufa. Passei um verdadeiro sufoco.

Nessa trajetória de trabalhos, como policial civil, o que mais me deixou feliz foi acreditar ter saído com o dever cumprido. Os governantes do meu tempo de permanência no serviço policial, através de meus superiores, após analisarem minha ficha funcional, concederam-me a honra em contemplarem-me, quando escrivão de polícia, com uma medalha de bronze e quando Delegado de Polícia, com as medalhas de Prata e de Ouro, através de decretos governamentais, pelos mais de 35 anos de bons serviços prestados ao Organismo Policial Civil, à Ordem Publica e à Coletividade policial.

Acredito que vou sentir muita falta desse trabalho, dos meus companheiros e colegas, apesar de todas as dificuldades que foram superadas, graças a Deus. O importante agora, é bola pra frente, não se deixando desanimar, porque a vida é bela e vamos vivê-la até onde Deus quiser, talvez com outras conquistas, espero que sim.

Como mensagem aos novos policiais:

Se você quiser sonhar em ser um bom policial, trabalhe honestamente. Como Albert Pine disse, "O que fazemos por nós mesmos morre conosco, mas o que fazemos pelos outros e pelo mundo, permanece, e é...imortal".



Conheça um pouco mais sobre o investigador aposentado Cláudio Fernandes dos Anjos


Cláudio Fernandes dos Anjos tem 51 anos e é natural de Apucarana. Após 14 anos de serviços prestados à Polícia Civil do Paraná, ele nos conta um pouco sobre o trabalho, a vida pessoal e seus projetos para o futuro.

Claudio

Fale um pouco sobre a vida pessoal e profissional do senhor.
Ingressei na Segurança Pública no ano de 1981, inicialmente na Polícia Militar, como soldado, onde cheguei à graduação de 2º Sargento, em 14 anos de serviço, naquela nobre entidade, trabalhando nos batalhões de Apucarana, Rolândia e Arapongas, respectivamente. Na Polícia Civil, ingressei no ano de 1996, onde fiquei até me aposentar, na 2ª classe como investigador de polícia. Como policial civil, sempre trabalhei na 17º SDP de Apucarana, em diversos setores ligados à investigação de crimes.
Sou casado, tenho duas filhas atualmente, infelizmente tive um 3º filho que faleceu em um acidente de automóvel, enquanto trabalhava como motorista autônomo de caminhão, com apenas 25 anos de idade, Além disso, há cerca de 15 anos, tive outra filha, que acabou falecendo de doença adquirida (câncer) com apenas sete anos. Apesar de ter apenas 51 anos de idade, já tenho também uma neta de 11 anos.
Aposentei-me no ano de 2010 e após ficar um tempo sem fazer nada, me mudei para o litoral, mais precisamente em Guaratuba, onde a família acabou não se adaptando. Retornei à minha cidade de origem, Apucarana, onde retornei aos estudos e tirei a OAB/PR, e há cerca de dois anos estou advogando.

Quando foi que percebeu que poderia ou gostaria de ser um policial? Qual era a profissão exercida anteriormente?
No auge dos 18 anos a gente não tem certeza de nada. Foi nesta época, que entrei para a Polícia, através de concurso público, sem saber o que me esperava, ou exatamente do que se tratava e foi com o tempo, que aprendi a gostar e ter conhecimento do que é ser um Policial.
Antes do concurso, eu era estudante, e mesmo sendo menor de idade, já trabalhava com carteira assinada, época que cheguei a realizar curso pelo Senai, de torneiro mecânico.
Naquela época, ser policial era mais complicado, pois o regime de governo era outro, e os familiares tinham muito medo e receio da atividade policial, mas com o tempo foram se acostumando. No início foi muito difícil pelo fato de estarmos no regime militar e também pela minha pouca idade.

O senhor acredita em vocação policial?
Na minha opinião, o policial precisa ter dom (tino policial), tem que gostar do serviço, sentir prazer em desvendar e elucidar os delitos e crimes, acompanhar o delito desde a feitura do registro, passando pela investigação e produção de provas e, finalmente ver o delinquente preso e condenado, tudo isto dentro de uma investigação honesta e coerente, sem subterfúgios, com provas e indícios colhidos dentro da legalidade.
Infelizmente, nos tempos atuais, observo que alguns colegas são apenas funcionários públicos, preocupados apenas com as 40 horas semanais, com hora de entrar e sair do serviço. A investigação de campo não pode ser feita com hora marcada, ela deve seguir a dinâmica dos fatos.

Quais eram suas atividades como investigador de polícia?
Quando ingressei nos quadros da Polícia trouxe comigo uma vasta experiência na área operacional e trabalhos em equipe, o que me facilitou muito o entrosamento para as minhas funções, além do mais, já tinha uma grande vivência no meio policial e consegui sempre manter boas relações com meus colegas, através de diversos cargos de chefia que ocupei, como chefe de equipes de plantões, chefe de carceragem no mini-presídio de Apucarana, chefe de equipes da seção Furtos e Roubos, que foi o cargo que acabei me aposentando. Todavia, a atividade que mais me dava prazer era a investigação externa, pois considero ser a atividade-fim da Polícia Civil.

Qual a visão o senhor tem sobre a responsabilidade da família (dos pais) sobre pessoas envolvidas em crimes, como por exemplo, o tráfico de drogas, que muitas vezes desencadeia muitos outros delitos?
No que diz respeito à família digo que ela é a base de tudo. Dificilmente quem nasce em uma família estruturada, irá seguir para o caminho das drogas e outros crimes, mesmo que morem em comunidades menos favorecidas. Infelizmente, em muitos casos, os pais são obrigados a trabalhar o dia todo, o que faz com que muitos jovens sejam adotados por criminosos.

O senhor poderia nos contar um fato que tenha marcado sua vida durante todos esses anos?
Durante os meus 30 anos de serviços prestados, quase sempre na linha de frente, atendendo todo tipo de ocorrências, passei por inúmeros trabalhos difíceis, porém, sem dúvida alguma, os crimes que mais deixam marcas são os casos de homicídios. Estes, são crimes sem volta e por mais que o fato seja elucidado e os autores presos, você acaba tendo a sensação de que não valeu a pena, pois o bem mais precioso, que é a vida, não tem mais volta.
Talvez, de todos os homicídios que eu tenha trabalhado, um caso ocorrido na década de 90, na cidade de Arapongas, onde uma família inteira foi morta, enquanto dormiam, tenha sido o mais marcante. Duas crianças e o casal foram mortos com golpes de machado na cabeça. A cena era inenarrável.

Como o senhor pode definir a polícia civil no tempo em que o senhor ingressou na Instituição até o momento de se aposentar? O que mudou na sua visão?
Remotamente a polícia trabalhava de forma mais empírica, onde o policial tinha poucos recursos e acabava dependendo mais de sua capacidade individual. Atualmente, existe um aparelhamento do Estado para auxiliar nas investigações policiais, passando por grupos especializados em determinadas áreas, e novas técnicas de investigações através do campo digital. Sem contar, o relevante apoio de técnicos e peritos, que facilita em muito a produção de provas, podendo se falar até numa polícia “virtual”.
Hoje vejo que quando se abre um novo concurso, mal se consegue preencher as vagas dos que já saíram. Muitos que entram, tem uma postura descompromissada com a Instituição ou então entram apenas para aguardarem a aprovação em outro concurso e não por amor a profissão.

Durante o tempo em que o senhor atua como policial, houve alguma situação em que o senhor ou sua equipe tenham “falhado” durante os trabalhos? Porque isso ocorreu e o que faria diferente hoje?
Toda vez que uma equipe trabalha e não consegue elucidar um crime, eu considero uma falha, e isso por diversos motivos. No interior, muitas vezes, pelo acúmulo de trabalho, você acaba não conseguindo dar continuidade em uma investigação. Muitas vezes, por experiência própria, somos obrigados a abortar uma diligência para realizar a escolta de presos.

Diante do fato do serviço policial ser altamente desgastante, estressante e perigoso e na tentativa de compreender o impacto da atividade policial em sua vida familiar e na sua própria sáude, o senhor acredita ser possível exercer a atividade policial e viver de forma prazerosa, tranquila e segura? De que forma isso é possível?
Sempre tentei não misturar trabalho com vida pessoal. Quando chegava em casa, procurava não levar os problemas da delegacia para a minha família, mas claro, nunca deixei de tomar os cuidados que a profissão requer, além de estar sempre pronto para chamadas emergenciais.

O senhor poderia nos contar sobre a importância da Polícia civil em sua vida? Profissional e pessoal?
Como me tornei policial aos 19 anos, meus trabalhos foram, praticamente, todos voltados à Segurança Pública. Durante todo esse tempo, sempre procurei fazer cursos na área policial e estudar, nunca parei no tempo. Meu esforço acabou sendo bastante gratificante, visto que, após me aposentar, consegui alcançar um objetivo que era advogar. Vejo que toda a minha vida tem relação com a polícia, inclusive para meu prazer pessoal, minha filha, também é investigadora de Polícia.

Do que o senhor mais sente falta dos anos em que foi policial?
Com certeza da vida agitada. Não existe monotonia em nosso trabalho, cada hora é uma situação diferente e inesperada. Precisamos estar sempre atentos.

Existe alguma dica que o senhor pode dar aos policiais que estão iniciando sua carreira?
Como quase sempre ocupei cargo de chefia, acredito ser essencial o trabalho em equipe e de forma harmônica, mesmo que seja em duas pessoas. Na polícia não existe “eu fiz” ou “eu faço”.
Além disso, você estará aprendendo algo novo todos os dias, aquele que acha que sabe tudo, é porque não sabe nada, você precisa dividir aprendizados com os colegas e também aprender com eles, pois desta forma, no final do dia, você irá para casa com a certeza do dever cumprido.

Quais são seus planos para o futuro?
Trabalhar, ver os filhos e netos se ajustarem na vida profissional, e seguir o rumo dos fatos, enquanto tivermos forças física e mental para isso.


Tem alguma pessoa em especial na polícia a quem o senhor gostaria de falar algumas palavras?
Sim, para os Governantes. Eles acabam muitas vezes perdendo bons policiais, quando estes ainda têm uma vasta experiência de serviços e conhecimento para oferecer. Com o passar dos anos, eles passam trabalhar mais com a razão, do que com a emoção. Neste momento, o policial, que teria vários anos de produtividade pela frente, em prol da sociedade, acabam se aposentando porque o Estado não demonstra interesse na permanência deles dentro da corporação. Sinto que não há motivação para que o policial permaneça por mais tempo.
Basta observar que quase todos os policiais que se aposentam, procuram outra atividade. Vejo que isto não ocorreria, caso houvessem planos de carreira e outros benefícios.

O senhor poderia deixar uma mensagem aos policiais civis do Paraná?
Ser Policial Civil não é ter apenas um emprego, ser mais um funcionário publico, ser Policial Civil, é especial, é preciso ter vocação, dedicação, interesse, estar sempre se atualizando, sempre procurando aprender a cada dia e nunca deixar cair na rotina. É estar sempre ligado, atento a tudo ao seu redor, aprender a ver as coisas que o cidadão comum não consegue ver, pois, é isso, o que vai te deixar vivo.



Divisão Policial do Interior
25/09/2013

Policiais que fazem a diferença: Conheça um pouco sobre o Investigador de Polícia aposentado Luiz Alberto Paschoal


Investigador

Luiz Alberto Paschoal, filho de Genésio Paschoal e de Alzira Madureira Paschoal (falecidos), nasceu em 20 de abril de 1950, sexto filho de uma prole de dez. Seu pai foi mecânico e foi da sua oficina, na Praça São Benedito, em Jacarezinho, que tirou o sustento da família.

Foi casado com Maria Suely Mascari Paschoal, por 30 anos e desta união nasceu Alexsandro Mascari Paschoal, hoje com 34 anos de idade, formado em direito e funcionário do Tribunal Federal do Trabalho em Araucária.

No ano de 2003 ficou viúvo e formou uma nova família com Isaura Cristina Néia Cossulin, também formada em Direito e Escrivã da Polícia Civil do Paraná, atualmente lotada na Sede da 12ª SDP de Jacarezinho. Desta união, nasceu Victor Hugo Néia Paschoal, hoje com dois anos e oito meses de idade.

Apesar de já sonhar se tornar um policial, durante a adolescência, trabalhou como mecânico na oficina do pai, como escriturário das Empresas “Leite Leco” em São Paulo e propagandista, mas graças a admiração que tinha por dois agentes (Chardulo e Tiãozinho), que na época levavam constantemente as viaturas até a oficina para conserto, acabou escolhendo essa profissão, o que não foi surpresa para seus familiares.

Ingressou na carreira como agente de segurança, foi detetive e acabou se tornando um investigador de polícia.

Teve sua carreira iniciada em Jacarezinho, sob o comando dos delegados Máximo Zuchello e Roberto Ferreira do Nascimento, os quais foram o alicerce do investigador, ensinando-lhe os primeiros passos para que viesse a honrar a sua profissão.

Também prestou serviços nas delegacias de Bandeirantes, Andirá, Campo Mourão, Ibaiti e Cambará (onde trabalhou por 14 anos) e por último em Jacarezinho, onde encerrou sua carreira.

Paschoal se aposentou no ano de 2001, após 35 anos de trabalhos prestados na Polícia Civil do Paraná.

Durante todos esses anos, teve várias atividades concernentes ao cargo e outras nem tanto. Na época as coisas não eram muito fáceis e em várias oportunidades tinha que fazer o papel de cozinheiro, carcereiro e plantonista, era uma “clínica geral”. O mesmo policial que levava o preso para o médico, cuidava do banho de sol, preparava a comida em cozinhas improvisadas, fazia o trabalho de investigação, e claro, fazia o famoso plantão “24 por vim te buscar”. Os policiais desta época também trabalhavam como auxiliar de necrópsia e até participavam de exumações, sempre visando a elucidação do crime.

Quando falamos sobre a principal qualidade que um investigador precisa ter, Paschoal lembra-se rapidamente de algumas delas: honestidade, vontade, caráter, altivez e dignidade, qualidades estas sem as quais jamais poderíamos representar e defender a sociedade: “A sociedade não faz parte da polícia, mas a polícia faz parte da sociedade”.

Embora as épocas tenham sido bastante diferenciadas (1976 – 2013), a Instituição Polícia Civil, sempre foi alicerçada para o bem comum. Esta é a base fundamental. É bem verdade que com o passar dos anos tudo muda, o homem envelhece, mas a Instituição tem a obrigação de estar sempre rejuvenescendo, para crescer e evoluir.

A recordação das velhas máquinas de escrever, o arcaico papel carbono, que obrigava o Escrivão a verdadeiramente “bater” nas teclas para que as cópias, geralmente em número de cinco, pudessem sair legíveis, assinaturas e mais assinaturas, horas a fio para a conclusão de um flagrante. Hoje a era da informática nos trás a facilidade de um leve toque de tecla, que faz reduzir em minutos o que antes levaria horas, até mesmo dias, para o trabalho ser concluído.

A saudade do velho e bom fusca a álcool, ano 1973, que em dias frios era preciso empurrar, dos amigos Delegados “calça curtas” que se dedicavam com muita perseverança ao trabalho policial.

Mesmo com as dificuldades da época todos tinham o comprometimento com a função policial civil, o mesmo comprometimento que se percebe hoje na preocupação do atual Governador Beto Richa, cujo pai, o saudoso José Richa, Paschoal teve a honra de servir como segurança quando de suas andanças pelo norte pioneiro, como Governador do Estado, pelos idos de 1983 a 1986. Esse comprometimento se reforça ainda mais quando se coloca à frente da pasta da Segurança Pública o competente Delegado e sério Promotor de Justiça Dr. Cid Marcus Vasques.

Nenhum policial que sirva a Instituição, com o respeito que ela merece, pode apresentar defeitos, mas existem muitos que apresentam os piores vícios: a preguiça, a avareza, a luxúria e a falta de caráter. Felizmente são poucas as laranjas podres e que podem ser separadas.

Uma história marcante e verdadeira ocorreu em meados de 1980, quando um crime brutal abalou a comunidade de Jacarezinho: “Uma bela jovem conhecida por “Benzinho” foi brutalmente assassinada a golpes de facão, usado para o corte de cana, próximo ao cemitério da cidade. Paschoal foi encarregado das investigações que apontaram um indivíduo conhecido como “Zé Carlos”, como autor do crime. Ocorre que boatos afirmavam que “Zé Carlos” tinha um pacto com o demônio e transformava-se em qualquer tipo de animal quando estava próximo de ser preso. Durante 15 dias dormindo de 2 a 3 horas por noite apenas, ele ficou no encalço do acusado mas não lograva êxito em prendê-lo. “Recordo-me de Dona Dulce, uma senhora moradora no Bairro Pedro Filipacki, que ligou afirmando que o procurado estava próximo de sua casa, mas quando ali cheguei, só havia uma cabrita, que a mulher queria de todas as formas que fosse presa. Felizmente dia após dias, acabei prendendo o homem”.

Definitivamente se não acreditasse em vocação policial, jamais teria abraçado a carreira, pois pra toda atividade você deve ser digno do cargo que ocupa. O policial civil que trata seus colegas de trabalho com dignidade, que auxilia nas horas da dificuldade, que respeita seus limites passando a eles sua experiência, sempre será querido e olhado como exemplo.

“Dois delegados de polícia marcaram minha carreira, embora os demais tenham tido fundamental importância. Meu carinho especial ao Dr. Djalma Salles, com quem trabalhei em Jacarezinho e que me considerava como um membro da família. Quando Chefe da Divisão Policial do Interior, determinava que eu pernoitasse em sua residência, quando das minhas idas à capital paranaense, onde era recepcionado pela sua esposa, Dona Ana, que carinhosamente preparava um frango ao forno com bacon.

Meu respeito em especial ao Dr. Rogério Antonio Lopes, hoje Chefe da DPI, com quem trabalhei em Cambará e Jacarezinho, o qual em suas reuniões semanais, iluminava todos seus funcionários, nos dando uma nova “LUZ”, que muito contribuiu e continuará contribuindo para o trabalho policial".


Infelizmente a aposentadoria um dia chega e devemos deixar a Instituição, mas como não sentir saudades de tantos amigos, de pessoas que praticamente viveram conosco uma vida, como não se recordar daqueles Delegados que não nos consideravam subordinados, mas sim amigos com “A” maiúsculo.

Dr. Bóris Bowe Bardal;
Máximo Zuchello;
Roberto Ferreira do Nascimento;
Joaquim Antonio Figueira;
Djalma Salles;
Luiz Norberto Canhoto;
Gustavo Henrique Jespersen Teixeira;
Arnaldo Abu-Jamra;
Raul Gomes de Oliveira;
Gilson Garret Algauer;
Luiz Alberto Salles e,
Rogério Antonio Lopes.

Finalmente deixo a todos os Policiais Civis do Paraná, independente do cargo, a minha mensagem final. Lembrem-se que:


“A SEMEADURA É LIVRE, MAS A COLHEITA É OBRIGATÓRIA”


Senhor Luiz Alberto Paschoal, a Polícia Civil do Paraná agradece todo o empenho e dedicação em seus 35 anos de trabalho, que contribuíram para construir uma Polícia Civil melhor.
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