5ª SDP - Pato Branco

25/06/2012

Policia Civil de Pato Branco prende foragido da Justiça de São Paulo e investiga o envolvimento deste e de sua esposa em crime de estelionato


Nesta madrugada de sábado(23/06), policiais civis da 5ªSDP, cumpriram mandado de prisão contra Tonis Ferreira de Araújo, 39 anos, integrante da “Quadrilha do Rolex”, presa em São Paulo em 2006. Na época Tonis foi preso juntamente com treze pessoas, porque como jardineiro de um cemitério em área nobre de São Paulo, informava os ladrões sobre as vítimas que possuíam relógios da marca rolex e jóias caras. Dentre os vários assaltos praticados por esta quadrilha em 2006, uma das vitimas foi um policial civil, esposo de uma Juíza de Direito, que acabou sendo morto pelos assaltantes. Tonis Ferreira Araújo estava com mandado de prisão decretado deste maio de 2011 e foi localizado em um apartamento no centro de Pato Branco, onde residia com a esposa e advogada Nádia Dorr Estolaski.
A partir da prisão de Tonis, a policia civil de Pato Branco iniciou investigação sobre o envolvimento deste e de sua esposa em crime de Estelionato e Falsificaçao de documento particular. Apurou-se que sua esposa Nádia já foi presa em São Paulo em 2007 por formaçao de quadrilha(Art.288 do C.Penal) e falsificação de documento particular(art.298 do C.Penal). Tonis e Nádia que residiam inicialmente na cidade de Mangueirinha-PR, abriram em Pato Branco duas empresas, uma de nome Acanto Limpeza e Conservação Ltda e a Di Dori & Stok, empresa especializada em móveis residenciais, além de um escritório de advocacia que Nádia mantinha no centro de Pato Branco. Desde o ano de 2011 o casal que utilizava os nomes falsos de Toni Ferreira, Nadia Dorr e Nadia Dor Estolask, começaram a efetuar várias negociações com empresas e particulares em toda região, sendo que na maioria das vezes pagavam suas contas com cheques de vários bancos de agências de Pato Branco, Francisco Beltrão, Chapeco(SC) e São Paulo. Muitos destes cheques começaram a ser depositados e eram devolvidos pelos bancos por insuficiência de fundos ou por serem sustados. A alguns dias pessoas de forma anônima começaram a denunciar a polícia que havia um casal de estelionatários na cidade de Pato Branco. Numa das denúncias foi passado o nome correto de Toni Ferreira e a polícia descobriu então que se tratava de foragido da Justiça paulista. Após a prisão de Tonis Ferreira de Araújo nesta manhã de sábado(23/06) várias pessoas que acompanharam os fatos pela imprensa local e que foram lesados pelos mesmos compareceram na Delegacia de Polícia e apresentaram vários cheques em nome do detido de sua esposa Nádia. Muitas das vítimas disseram a polícia que não registraram os fatos antes porque tinham esperança em receber os cheques, tendo em vista que Nádia dizendo-se advogada dizia que iria pagar todos. Até o momento foi apurado que Tonis utilizava para abrir contas nos bancos o nome de Toni Ferreira e um número de RG falso e um CPF inválido. Quanto a sua esposa e advogada Nádia Dorr Estolaski foi apurado que a mesma utilizava mais que um CPF e abriu várias contas bancárias nas cidades de São Paulo, Francisco Beltrão, Pato Branco e Chapeço(SC). Apurou-se também que a empresa de móveis Di Dori & Stok que o casal de falsários abriu em Pato Branco, já veio transferida da cidade de São Paulo passou por Francisco Beltrão com o nome de JR Dorr Estolaski Móveis e foi fechada em maio deste ano em Pato Branco e reaberta na mesma semana no centro da cidade de Chapecó(SC). Foi apurado que faziam quase 30 dias que Tonis e Nádia estavam ausentes da cidade de Pato Branco e que possivelmente estariam mudando-se para Chapecó(SC). Em contato com o Presidente do Tribunal de Ética da OAB/PR, Dr. Renato Penteado, este informou que quanto a Nádia Dorr Estolaski que se apresenta como advogada inscrita na OAB/SP, esta já estava sendo investigada administrativamente pela OAB/PR.  Tonis Ferreira de Araújo e Nádia Dorr Estolaski serão indiciados por estelionato e falsificação de documento particular, sendo que Tonis Ferreira permanecerá preso por conta de mandado de prisão e a disposição da Justiça Paulista. As investigações prosseguem para apurar se casal agia sozinho ou se haviam mais pessoas envolvidas nos golpes que o casal vinha aplicando em toda região sudoeste.

Fonte: Delegacia de Pato Branco/5 SDP

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