13ª SDP - Ponta Grossa

16/08/2012

Policia Civil indicia suspeitos de liderar grupo neonazista em Ponta Grossa

Na tarde da última terça-feira (14/08), policiais civis deram cumprimento a mandados de busca e apreensão em duas residências localizadas no núcleo Santa Terezinha, em Ponta Grossa, onde foram apreendidos socos-ingleses, punhais, cartas e anotações com referências ao nazismo, suásticas, capas, coturnos, peruca, máquina fotográfica, celulares e computadores. A operação policial foi coordenada pelo delegado Marcus Vinicius Sebastião, do 2º Distrito Policial, e resultou no indiciamento de Axel Ramos, 20 anos, e de Edson Felipe Junior, vulgo “Capeta”.
Conforme informações repassadas pelo Delegado Marcus Vinicius, a investigação sobre a existência do bando skinhead começou em maio, depois que um rapaz integrante de um grupo punk sofreu tentativa de homicídio na área central da cidade. “Na oportunidade o jovem foi atacado por neonazistas e recebeu sete facadas. Quem o atendeu achou que ele não conseguiria sobreviver”, como explicou Doutor Marcus. Desde então, os policiais descobriram que os skinheads costumam se comunicar pelas redes sociais onde colheram várias informações postadas por eles na internet, incluindo fotos de armas e roupas usadas nos ataques. Além da tentativa de homicídio, há outra queixa de agressão contra o grupo neonazista.
Alguns objetos apreendidos chamaram a atenção da polícia. Numa máquina fotográfica, foram encontradas fotos de um dos suspeitos com o corpo flagelado. Nas residências foram encontradas ainda imagens e símbolos do nazismo, além de uma revista sobre matadores em série. Segundo o Delegado Marcus Vinicius, “os dois jovens indiciados são os líderes do movimento”. Ele suspeita ainda que outras dez pessoas façam parte da gangue neonazista e que estejam ligadas a uma rede que age em todo o país. “Descobrimos que eles mantêm contato com grupos do Rio Grande do Sul e outras regiões. Vamos apurarar a participação do grupo em outros crimes e acredito que, se a polícia não agisse para desmantelar a quadrilha, uma tragédia era iminente, pois o que encontramos na casa de um dos rapazes, que tem o apelido de ‘Capeta’, é assustador. Ele aparenta ser um psicopata, daqueles que poderiam entrar num cinema e atirar nas pessoas”, comentou.
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